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Presidência
da República
Subchefia para Assuntos Jurídicos |
DECRETO No 57.617, DE 7 DE JANEIRO
DE 1966.
(Vide Lei nº 2.308, 1954)
(Vide Lei nº 2.944, 1956)
(Vide Lei nº 4.156, 1962)
(Vide Lei nº 4.364, 1964)
(Vide Lei nº 4.676, 1965)
(Vide art 3 e
78 do Decreto nº 68.419, de 1971) |
Aprova
o Regulamento das Leis número 2.308, de 31 de agôsto de 1954, 2.944, de 8 de novembro de
1956, 4.156, de 28 de novembro de 1962, 4.364, de 22 de julho de 1964 e 4.676, de 16 de
junho de 1965. |
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
, usando da atribuição que lhe confere o artigo 87, item I, da
Constituição, e tendo em vista o disposto nas Leis números 2.308, de 31 de
agôsto de 1954, 2.944, de 8 de novembro de 1956, 4.156, de 28 de novembro de
1962, 4.364, de 22 de julho de 1964 e 4.676, de 16 de junho de 1965,
DECRETA:
Art 1º Fica aprovado o Regulamento que com êste baixa,
assinado pelos Ministros de Estado dos Negócios da Fazenda e das Minas e Energia e
destinado à fiel execução das leis em vigor, referentes ao impôsto único sôbre
energia elétrica, Fundo Federal de Eletrificação, empréstimo compulsório em favor das
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS, contribuição dos novos consumidores
e coordenação dos recursos federais vinculados a obras e serviços de energia elétrica.
Art 2º Êste Decreto entra em vigor na data de
sua publicação.
Art 3º Revogam-se as disposições em
contrário.
Brasília, 7 de janeiro de
1966; 145º da Independência e 78º da República.
H. CASTELLO BRANCO
Octávio Gouveia de Bulhões
Mauro Thibau
Este texto não substitui o publicado no DOU de 26.1.1966 e
retificado em 3.12.1966
REGULAMENTO
A QUE SE REFERE O DECRETO Nº 57.617, DE 7 DE JANEIRO DE 1966
TÍTULO I
Do Impôsto único sôbre energia elétrica
CAPÍTULO I
Da Incidência e das Isenções
SEçãO I
Da Incidência
Art 1º A energia elétrica entregue ao consumo
está sujeita ao impôsto único, cobrado pela União, na forma dêste Regulamento.
Art 2º O impôsto único será devido por
quilowatt-hora de energia elétrica consumida e equivalerá às seguintes percentagens da
tarifa fiscal, definida neste Regulamento:
I - 10% (dez por cento), para a atividade
rural;
II - 35% (trinta e cinco por cento),
para os consumidores residenciais e industriais, e
III - 40% (quarenta por
cento), para os consumidores comerciais e outros.
Parágrafo único. No caso de
fornecimento a "forfait" o impôsto será de 35 (trinta e cinco por cento)
sôbre o preço da energia elétrica consumida, cabendo o pagamento da metade do seu valor
ao consumidor e metade ao distribuidor, que ficará desobrigado da sua parte, se se
tratar da União, Estados-membros, distrito Federal ou Municípios, e respectivos
autarquias.
Art 3º A classificação do
consumidor resultará da conta do fornecimento de energia elétrica, expedida
obrigatoriamente pelo distribuidor, de acôrdo com as tarifas e instruções aprovadas
pela autoridade competente do Ministério das Minas e Energia.
Parágrafo único. Atividade
rural é exercida pelo consumidor rural, assim considerado, para os efeitos dêste
regulamento, aquêle que, localizado na zona rural, utilizar da energia elétrica para uso
doméstico e em atividade diretamente ligada à agricultura ou pecuária, desde que tal
atividade, pelos seus métodos de execução ou pela finalidade de suas operações, nãos
e identifique como indústria de transformação.
Art 4º O impôsto único sôbre
energia elétrica não libera os consumidores, nem os concessionários geradores,
transmissores ou distribuidores, do pagamento de doutros impostos e taxas federais,
incidentes e processados nos têrmos das leis e regulamentos específicos, ressalvadas as
isenções expressamente consignadas em lei.
Art 5º O impôsto único sôbre energia elétrica não impede a
cobrança de outros títulos, lançados pelos Estados-membros e Municípios, com
destinação específica a planos ou empreendimentos de eletrificação, desde que não
incidam sôbre a produção, transmissão, distribuição ou consumo de eletricidade.
SEÇÃO II
Das Isenções
Art 6º Está isenta do
pagamento do impôsto único a energia elétrica:
a) consumida nas oficinas e serviços
pertinentes a produção, transmissão e distribuição de energia elétrica dos
concessionários geradores e distribuidores;
b) fornecida em grosso, pelos
concessionários geradores aos distribuidores;
c) consumida pelos templos de qualquer
culto, pelos partidos políticos e pelas instituições de educação e de assistência
social, desde que as suas rendas sejam aplicadas integralmente no país para os
respectivos fins, observadas as disposições da
Lei nº 3.193, de 4 de julho de 1957;
d) consumida em serviços próprios da
União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios, e respectivos autarquias;
e) produzida para consumo próprio e
uso exclusivo.
Parágrafo único. Consideram-se como
serviços próprios da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, os
relativos às operações de ferrovias e de outros meios de transporte, de interêsse
público, baseados na tração elétrica, executados por entidades autárquicas ou
sociedades de cujo capital com direito a voto, participe o Poder Público, em caráter
majoritário.
Art 7º Estão também, isentos do
pagamento do impôsto único:
I - as contas de fornecimento de
energia elétrica de consumo mensal equivalente ao valor de até 30 (trinta)
quilowatts-hora, inclusive, quer o fornecimento se faça a medidor ou a
"forfait";
II - os consumidores servidos por
distribuidor de energia elétrica, cujo sistema gerador seja constituído exclusivamente
de usinas termelétricas.
§ 1º Para os efeitos do item II
dêste artigo, entende-se por sistema gerador o conjunto de usinas próprias e de
terceiros, que produzam a energia elétrica a ser distribuída na área da zona de
concessão, levada em conta para a fixação das respectivas tarifas.
§ 2º As isenções de que trata
êste artigo serão automaticamente aplicadas pelos distribuidores de energia elétrica.
CAPÍTULO II
Da Tarifa Fiscal
Art 8º A tarifa fiscal de que cuida
êste Regulamento tem finalidade únicamente tributária e será declarada pelo Conselho
Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), do Ministério das Minas e Energia,
correspondendo o seu valor ao quociente do valor em cruzeiros da energia vendida a medidor
no país, em determinado mês, pelo correspondente consumo.
§ 1º O preço de venda a ser
computado no cálculo do valor da energia vendida abrangerá a tarifa básica e todos os
adicionais posteriores, concedidos em decorrência da elevação de salários, custos de
energia comprada, de combustíveis e do câmbio.
§ 2º O Conselho Nacional de Águas e
Energia Elétrica (CNAEE) reajustará, em cada trimestre do calendário, o valor da tarifa
fiscal com base nos dados do último mês em relação ao qual forem disponíveis
informações anteriores.
§ 3º A tarifa fiscal, assim
reajustada, vigorará por todo o trimestre do calendário seguinte, cumprindo ao
Departamento de Rendas Internas (DRI), do Ministério da Fazenda, após a competente
comunicação do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), expedir circular
às repartições arrecadadoras e demais interessados sôbre os conseqüentes valores para
a cobrança do impôsto de renda.
CAPÍTULO III
Do Cálculo, Arrecadação e
Recolhimento do Impôsto Único
Art 9º O impôsto único será
arrecadado nas constas de fornecimento expedidas obrigatoriamente pelos distribuidores de
energia elétrica, devendo nelas figurar, destacadamente das demais, a quantia do impôsto
devido, calculado êste, de acôrdo com a tarifa fiscal vigente na data do faturamento.
Parágrafo único. Para o cálculo do
impôsto devido, não serão desprezadas as frações resultantes da aplicação dos
percentuais de que tratam os itens I, II e III do art. 2º sôbre o valor da tarifa
fiscal.
Art 10. O produto da arrecadação do
impôsto único, verificado durante cada mês do calendário, será recolhido, pelos
distribuidores de energia elétrica, à repartição arrecadadora do Ministério da
Fazenda, com jurisdição no local do consumo, dentro dos 20 (vinte) primeiros dias do
mês subseqüente ao da arrecadação, mediante guia específica de recolhimento (Modelo
nº 1).
§ 1º O recolhimento do impôsto
único arrecadado pelos distribuidores de energia elétrica poderá ser efetuado
englobadamente em qualquer das repartições arrecadadoras do Ministério da Fazenda,
localizada em sua zona operacional, caso em que será obrigatória a discriminação, no
verso da guia de recolhimento, ou sendo necessário, em fôlha à parte, do impôsto a
recolher, por Município servido.
§ 2º Em qualquer caso, os
distribuidores de energia elétrica remeterão ao Conselho Nacional de Águas e Energia
Elétrica (CNAEE), do Ministério das Minas e Energia, dentro do mês do calendário em
que fôr efetuado o recolhimento do impôsto único por êles arrecadado, uma das vias da
guia de recolhimento (e, sendo o caso, da folha à parte a que se refere o parágrafo
anterior), devidamente quitada pela repartição arrecadadora, competente do Ministério
da Fazenda, mecânica ou manualmente, a qual via servirá de comprovação hábil, junto a
referido Conselho, nos casos e para os fins do § 3º do art. 107 e da letra " b " do
art. 110, dêste Regulamento.
§ 3º Na hipótese de não haver
impôsto a recolher, o distribuidor de energia elétrica, nos prazos acima previstos,
preencherá guia de recolhimento negativa, na qual lançará as razões do fato, remetendo
uma de suas vias, convenientemente visada pela competente repartição exatora do
Ministério da Fazenda, ao Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE).
§ 4º Não recebidas pelo Conselho
Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) as vias das guias de recolhimento do
impôsto único, que lhe couberem, êste representará circunstanciadamente ao
Departamento de Rendas Internas (DRI) do Ministério da Fazenda, para fins de
fiscalização.
§ 5º Não será permitido o
recolhimento do impôsto único, referente a um mês, sem que o distribuidor de energia
elétrica apresente guia de recolhimento quitada ou guia negativa visada, conforme o caso,
relativa ao mês anterior, ou comprove a instauração do processo fiscal para a
apuração de seu eventual débito, em período imediatamente anterior.
§ 6º O recolhimento do impôsto
único fora do prazo estipulado somente será admitido com a multa prevista no item II do
art. 27, mediante requerimento-guia (Modêlo nº 2), devendo considerar-se prejudicado e
insusceptível de produzir efeitos o pedido apresentado sob qualquer outra forma.
Art 11. Deduzidos 0,5% (cinco décimos
por cento) correspondentes às despesas de arrecadação e fiscalização a cargo do
Ministério da Fazenda, as quantias provenientes da arrecadação do impôsto único
serão escrituradas pelas repartições arrecadadoras federais, por Município, como
depósito, e por elas recolhidas, sem quaisquer outras deduções e no mesmo mês da
arrecadação, diretamente ao Banco do Brasil S.A., mediante guia própria (Modêlo 3), a
crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE).
§ 1º Recebidas tais quantias pelo
Banco do Brasil S.A., êste as creditará, no mesmo dia do recebimento à conta e ordem do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), para serem aplicadas de acôrdo com a
legislação em vigor.
§ 2º O Banco do Brasil S.A.
centralizará, na Agência Centro do Rio de Janeiro (GB), as quantias do impôsto único
recebidas, na forma dêste Regulamento, por tôdas as suas agências no país.
§ 3º A importância correspondente
à quota de 0,5% (cinco décimos por cento) de que trata o presente artigo constituirá
receita da União e deverá ser adicionada a remessa efetiva do saldo da arrecadação
geral, recolhida ao órgão a que estiver subordinada a repartição arrecadadora, ficando
terminantemente vedada a retenção desta cota em poder da exatoria, para pagamento a
exatores ou qualquer outro fim.
§ 4º Havendo despesa bancária com a
remessa do produto líquido da arrecadação do impôsto único, tal despesa será
debitada, pela repartição arrecadadora, em Movimento de Fundos-Externo, com a Contadoria
Geral da República, e assim escriturada na despesa do livro Caixa-Geral, mapas,
classificadores e balancetes da receita e despesa.
Art 12. De cada importância que lhe
fôr creditada, de acôrdo com o § 1º do artigo anterior, pelo Banco do Brasil S.A., o
Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) creditará:
I - 39% (trinta e nove por cento), em
conta de movimento, à ordem do Fundo Federal de Eletrificação;
II - 60% (sessenta por cento) em conta
não movimentável, para oportuna distribuição, na forma da Seção I do Capítulo IX
dêste Título, das quotas do Impôsto único, pertencentes aos Estados-membros, Distrito
Federal e Municípios;
III - 1% (um por cento), em conta de
movimento, à ordem do Ministro das Minas e Energia, para custeio dos serviços de
fiscalização, administração, atividades técnicas e científicas no setor da energia
elétrica, e para atendimento das despesas de que trata o § 3º do art. 112 deste
Regulamento, bem como de situações de emergência, a critério do mesmo Ministro.
Parágrafo único. O Banco Nacional do
Desenvolvimento Econômico (BNDE), encaminhará ao Conselho Nacional de Águas e Energia
Elétrica (CNAEE), mensalmente, extrato da conta não-movimentável de que cuida o item II
dêste artigo.
CAPÍTULO IV
Da Redução do Impôsto Único
Art 13. O consumidor industrial, assim
qualificado pelas respectivas contas de fornecimento de energia elétrica, que comprovar,
perante o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), do Ministério das
Minas e Energia, despesa com energia elétrica igual ou superior a 3% (três por cento),
do valor de suas vendas, em cada um dos 2 (dois) anos civis imediatamente anteriores ao
pedido, fará jus a uma redução percentual do impôsto único, que lhe seria cobrado nos
têrmos dêste Regulamento.
Parágrafo único. O ônus da prova
caberá sempre ao consumidor industrial interessado, podendo o Conselho Nacional de Águas
e Energia Elétrica (CNAEE) utilizar-se de seus órgãos auxiliares, dos órgãos do
Departamento Nacional de Águas e Energia (DNAE), ou de outras repartições para o fim de
promover diligências ou colher informações "in loco" as quais deverão ser
realizadas ou fornecidas por servidores devidamente habilitados no exercício de suas
respectivas funções públicas.
Art 14. A redução de que trata o
artigo precedente será concedida por período de 2 (dois) anos civis, em percentagem
equivalente à relação entre a despesas demonstrada com energia elétrica e o valor das
vendas do consumidor industrial, de acôrdo com a seguinte fórmula e até o máximo de
80% (oitenta por cento):
R = 600 D + 23,
V
onde:
R = é o valor percentual da redução
procurada;
D = o valor em cruzeiros da despesa
demonstrada com energia elétrica, e
V = o valor em cruzeiros das vendas
efetuadas pelo consumidor industrial.
§ 1º No cômputo da despesa com
energia elétrica, de consumidores que sejam também autoprodutores, será considerado o
total da energia própria e da energia comprada, calculada aquela ao preço médio, mês a
mês desta última, desde que o consumidor industrial e autoprodutor não realize,
simultâneamente, comércio de energia.
§ 2º Em qualquer hipótese, para o
cálculo da despesa com energia elétrica, tomar-se-ão os valores das contas de
fornecimento, excluindo-se porém, dêles, apenas o empréstimo compulsório em favor da
ELETROBRÁS.
§ 3º Na verificação do valor das
vendas do consumidor industrial interessado no favor fiscal da redução do impôsto
único, considerar-se-á a totalidade dos produtos fabricados e/ou transformados, nãos e
computando o respectivo impôsto de consumo.
§ 4º Para os efeitos de cálculo e
concessão das reduções do impôsto único, considerar-se-á, isoladamente, cada
estabelecimento industrial.
Art 15. No caso de emprêsa com menos
de 2 (dois) anos civis de atividade industrial, a redução do impôsto único poderá ser
concedida pelo Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), pelo tempo que
restar para a completação daquele prazo, por estimativa do valor de suas vendas e
consumo de energia elétrica.
Art 16. As reduções percentuais do
impôsto único, uma vez concedidas pelo Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica
(CNAEE), serão executadas pelos distribuidores de energia elétrica, a partir do primeiro
faturamento que se seguir à publicação do ato concessivo no " Diário Oficial ".
Parágrafo único. Os distribuidores
de energia elétrica farão constar das contas de fornecimento, mediante carimbo ou
impressão tipográfica, o número e data da publicação do ato concessivo de redução,
bem como a percentagem desta última.
Art 17. Das decisões do Conselho
Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) desfavoráveis aos interessados no
benefício da redução percentual do impôsto único, caberá um único pedido de
reconsideração para o mesmo Conselho, desde que, versando sôbre matéria nova, seja
apresentado no prazo de 30 (trinta) dias corridos, contados da ciência à parte da
decisão ou da publicação desta última no Diário Oficial .
Art 18. Verificado qualquer intuito de fraude contra a Fazenda Nacional ou
constatada qualquer irregularidade por parte do consumidor industrial, interessado na
redução do impôsto único, que dela usufrua ou tenha usufruído, o Conselho Nacional de
Águas e Energia Elétrica (CNAEE) comunicará o fato e os indícios de que dispuser ao
Departamento de Rendas Internas (DRI), para fins de fiscalização.
CAPÍTULO V
Da Escrita Fiscal
Art 19. Os distribuidores de energia
elétrica são obrigados a possuir livro fiscal (Modêlo nº 4), destinado ao contrôle da
arrecadação e do recolhimento do impôsto único, utilizando-se, em sua escrituração,
uma fôlha para cada Município servido.
Parágrafo único. É obrigatório o
arquivamento de uma via da guia de recolhimento do impôsto único, onde fôr realizada a
escrituração do livro fiscal, o que sempre se dará no lugar em que fôr sediado o
distribuidor.
Art 20. As constas de fornecimento de
energia elétrica dos consumidores em cada Município, relativas a cada mês do
calendário de arrecadação, serão lançadas englobadamente no livro fiscal, cuja
escrituração deverá ser organizada com exatidão e clareza, sem rasuras ou emendas.
Art 21. O livro fiscal terá suas
fôlhas numeradas tipográfica e seguidamente, com têrmos de abertura e encerramento,
devendo ser, antes de sua utilização, rubricado em tôdas as suas fôlhas no órgão
arrecadador do Ministério da Fazenda, onde fôr, pelo distribuidor de energia elétrica,
habitualmente recolhido o produto arrecadado do impôsto único.
Art 22. O livro fiscal será
conservado pelo distribuidor de energia elétrica, onde sua escrita fiscal fôr realizada,
mesmo no caso de transferência da concessão ou mudança de local, fazendo-se sempre que
necessárias, as devidas anotações, para continuidade da escrituração, salvo motivo
especial que aconselhe o seu cancelamento e a exigência de novo, a critério do fisco.
Art 23. Constituem instrumentos
auxiliares da escrita fiscal dos distribuidores de energia elétrica os livros de
contabilidade em geral, as guias de recolhimento do impôsto único e todos os documentos,
ainda que pertencentes ao arquivo de terceiros, que se relacionem com os lançamentos
feitos.
CAPÍTULO VI
Das Infrações e das Penalidades
SEÇÃO I
Das Infrações
Art 24. Constitui infração tôda
ação ou omissão, voluntária ou involuntária, que importe em inobservância, por parte
do sujeito de obrigação tributária positiva ou negativa estabelecida ou disciplinada
neste Regulamento ou nos atos administrativos de caráter normativo, destinados a
complementá-lo.
§ 1º Os atos administrativos não
poderão estabelecer ou disciplinar obrigações, nem definir infrações ou cominar
penalidades, que não estejam autorizadas ou previstas em Lei ou neste Regulamento.
§ 2º Salvo disposição expressa em
contrário, a responsabilidade por infração independe da intenção do agente ou
responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.
Art 25. As infrações serão apuradas
mediante processo administrativo, que terá por base o auto ou a representação, conforme
a verificação da falta se dê no serviço externo de fiscalização ou no serviço
interno das repartições.
SEÇÃO II
Das Penalidades
Art 26. As infrações serão punidas
com as seguintes penas, aplicáveis separada ou cumulativamente:
I - multa;
II - proibição de transacionar com
as repartições públicas ou autárquicas federais ou estabelecimentos bancários
controlados pela União.
Art 27. Incorrem nas multas de:
I - importância igual ao valor do
impôsto não recolhido, nunca inferior a Cr$10.000 (dez mil cruzeiros), os que,
falsamente, se atribuírem a qualidade de produtores de energia
elétrica para consumo próprio e uso exclusivo;
II - importância igual ao valor do
impôsto não recolhido, nunca inferior a Cr$1.000 (um mil cruzeiros), os que deixarem de
recolher o impôsto único, arrecadado nas contas de fornecimento, dentro dos vinte
primeiros dias do mês do calendário subseqüente ao da arrecadação;
III - importância igual ao valor do
impôsto não pago, nunca inferior a Cr$1.000 (um mil cruzeiros), os que, falsamente, se
atribuírem direto ao favor fiscal da redução do impôsto único;
IV - Cr$1.000 (um mil cruzeiros) a
Cr$10.000 (dez mil cruzeiros), os que não possuírem livro fiscal para o contrôle da
arrecadação e do recolhimento do impôsto único, escriturado na forma devida.
Parágrafo único. Continuará sujeito
à multa prevista em o item II dêste artigo o distribuidor de energia elétrica que,
naquele caso e antes de qualquer procedimento fiscal, recolher apenas o impôsto único
arrecadado.
Art 28. Os débitos fiscais,
provenientes de não recolhimento de impôsto único e penalidades nos casos previstos no
artigo anterior, estão sujeitos ao disposto no
art. 7º da Lei nº 4.357, de 16 de julho
de 1964.
Art 29. À multa prevista em o item IV
do art. 27 dêste Regulamento, aplica-se o disposto no
art. 9º da Lei nº 4.357, de 16 de
julho de 1964.
Art 30. Os devedores, inclusive os
fiadores, declarados remissos são proibidos de transacionar a qualquer título, com as
repartições públicas e autárquicas federais e com os estabelecimentos bancários
controlados pela União.
§ 1º A proibição de transacionar
compreende o recebimento de quaisquer quantias ou créditos que os devedores tiverem com a
União e suas autarquias; a participação em concorrência, coleta ou tomada de preços;
o despacho de mercadorias nas repartições fazendárias; a celebração de contratos de
qualquer natureza, inclusive de abertura de crédito e levantamento de empréstimos nas
Caixas Econômicas Federais e nos demais estabelecimentos bancários constituídos em
autarquias federais ou controlados pela União; e quaisquer outros atos que importem em
transação.
§ 2º A declaração de remisso será
feita pela Inspetoria Fiscal com jurisdição sôbre a sede do distribuidor de energia
elétrica, após decorridos trinta dias da data em que a decisão condenatória se tornar
irrecorrível na esfera administrativa, desde que o devedor não tenha feito prova do
pagamento da dívida ou de ter iniciado, em juízo, ação anulatória do ato
administrativo, com o depósito da importância em litígio, em dinheiro ou em títulos da
dívida pública federal, e na repartição arrecadadora do seu domicílio fiscal.
§ 3º No caso do parágrafo anterior,
a autoridade, sob pena de responsabilidade administrativa e penal, fará a declaração
nos quinze dias seguintes ao término do prazo ali referido, publicando a decisão no
órgão oficial ou, na sua falta, comunicando-a, para o mesmo fim, à repartição
competente com sede na capital do Estado, sem prejuízo de sua afixação em lugar
visível do prédio da repartição.
CAPÍTULO VII
Da Fiscalização
SEçãO I
Disposições Gerais
Art 31. A direção dos serviços de
fiscalização do impôsto único sôbre energia elétrica compete, em geral, ao
Departamento de Rendas Internas (DRI), do Ministério da Fazenda.
§ 1º A execução dos serviços
incumbe, nos limites de suas jurisdições, aos órgãos regionais do Departamento e aos
seus agentes fiscalizadores.
§ 2º A fiscalização externa
compete aos Agentes Fiscais de Rendas Internas.
Art 32. A fiscalização será
exercida sôbre tôdas as pessoas naturais ou jurídicas que forem sujeitos de obrigação
tributária prevista na legislação do impôsto único sôbre energia elétrica,
inclusive os que gozarem de imunidade tributária ou de isenção de caráter geral ou
pessoal.
Parágrafo único. As pessoas a que se
refere êste artigo exibirão aos agentes fiscalizadores, sempre que exigidos, os livros
fiscais e comerciais e todos os papéis ou documentos, em uso ou já arquivados, que forem
julgados necessários à fiscalização, e lhes franquearão os seus arquivos,
estabelecimentos, depósitos ou dependências e móveis, a qualquer hora do dia ou da
noite, se à noite estiverem funcionando.
Art 33. Os agentes fiscalizadores eu
procederem a diligência de fiscalização lavrarão, além do auto de infração que
couber, têrmos circunstanciados de início e de conclusão de cada uma delas, nos quais
consignarão as datas inicial e final do período fiscalizado, a relação dos livros e
documentos comerciais e fiscais exibidos e todo o mais que seja de interêsse para a
fiscalização.
§ 1º Os têrmos serão lavrados,
sempre que possível, em um dos livros fiscais exibidos; quando lavrados em separado,
dêles se entregará, à pessoa sujeita à fiscalização, cópia autenticada pelo autor
da diligência.
§ 2º Quando vítimas de embaraço ou
desacato no exercício de sua funções, ou, quando seja necessário à efetivação de
medidas acauteladoras do interêsse do fisco, ainda que não se configure fato definido em
lei, como crime ou contravenção, os agentes fiscalizadores, diretamente ou através das
repartições a que pertencerem, poderão requisitar o auxílio de fôrça pública
federal, estadual ou municipal.
Art 34. Mediante intimação escrita,
são obrigados a prestar à autoridade fiscalizadora tôdas as informações de que
disponha com relação aos negócios ou atividades de terceiros:
I - Os tabeliães, escrivães e demais
serventuários de ofício;
II - os bancos, casas bancárias,
Caixas Econômicas e semelhantes;
III - os corretores, leiloeiros e
despachantes oficiais;
IV - os inventariantes;
V - os síndicos, comissários e
liquidatários;
VI - as repartições públicas e
autárquicas federais, as entidades paraestatais e de economia mista;
VII - tôdas as demais pessoas
naturais ou jurídicas cujas atividades envolvam negócios ligados ao impôsto único
sôbre energia elétrica.
Art 35. Sem prejuízo do disposto na
legislação criminal, é vedada a divulgação para qualquer fim, por parte da Fazenda
Nacional ou de seus funcionários, de qualquer informação obtida em razão de ofício,
sôbre a situação econômica o financeira e sôbre a natureza e o estado dos negócios
ou atividades das pessoas sujeitas à fiscalização.
Parágrafo único. Excetuam-se do
disposto neste artigo, unicamente os casos de requisição do Poder Legislativo e de
autoridade judicial, e os de prestação mútua de assistência para a fiscalização dos
tributos respectivos e de permuta de informação entre os diversos setores da Fazenda
Pública da União, e entre esta e a dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
SEÇÃO II
Do Exame da Escrita Fiscal e Comercial
Art 36.Os agentes fiscalizadores
procederão ao exame da escrita geral das pessoas sujeitas à fiscalização, referidas no
art. 32.
§ 1º No caso de recusa de
apresentação dos livros e documentos, o agente fiscalizador, diretamente ou por
intermédio da repartição, providenciará junto ao representante do Ministério Público
para que se faça a sua exibição judicial sem prejuízo da lavratura do auto de
infração eu couber por embaraço à fiscalização.
§ 2º Se a recusa se referir aos
livros comerciais registrados, o agente fiscalizador tomará as providências previstas no
parágrafo anterior intimando, com prazo não inferior a setenta e duas horas, para que
seja feita a apresentação, salvo se, estando os livros no estabelecimento fiscalizado
não fôr pelo responsável indicado o motivo que justifique a sua atitude.
§ 3º Se pelos livros apresentados
não se puder convenientemente apurar o montante do impôsto único arrecadado nas contas
de fornecimento de energia elétrica e não recolhido, colher-se-ão os elementos
necessários através do exame de livros ou documentos de outros estabelecimentos que com
o fiscalizado transacionem, ou noutras fontes subsidiárias.
§ 4º Apurada qualquer diferença
será exigido o respectivo imposto, que será calculado sôbre a tarifa fiscal mais
elevada vigente no período, quando não fôr possível fazer a separação pelos
elementos escriturados.
§ 5º Salvo quando fôr
indispensável à defesa dos interêsses da Fazenda Nacional, não serão apreendidos os
livros da escrita fiscal ou comercial.
Art 37. O funcionário que tiver de
realizar exame de escrita convidará o proprietário do estabelecimento ou seu
representante a acompanhar o trabalho ou indicar pessoa que o faça e, em caso de recusa,
fará constar do processo essa ocorrência.
§ 1º Se o interessado, mesmo que
tenha firmado por si ou por seu representante o auto ou têrmo respectivo, nãos e
conformar com o resultado do exame, poderá requerer outro, indicando em seu requerimento,
de forma precisa, a discordância e as razões e provas que tiver bem como o nome e
enderêço do seu perito.
§ 2º Deferido o pedido, o chefe da
repartição designará outro funcionário para, como perito da Fazenda, proceder,
juntamente com o perito indicado pelo interessado, a novo exame, desde que, ouvido o autor
do procedimento, persista êste em suas conclusões anteriores.
§ 3º Se as conclusões dos peritos
forem divergentes, prevalecerá a que fôr coincidente com o exame impugnado; não havendo
coincidência será nomeado, pela autoridade preparadora funcionário do Ministério da
Fazenda, ou, na sua falta, de qualquer outro Ministério para desempatar.
CAPÍTULO VIII
Do Processo Fiscal
SEÇÃO I
Disposições Gerais
Art 38. O processo fiscal disciplinado
neste Capítulo compreende o processo contencioso para apuração das infrações, a
consulta para esclarecimento de dúvidas relativas ao entendimento e aplicação da
legislação e a execução administrativa das respectivas decisões.
SEÇÃO II
Do Processo Contencioso
SUBSEÇÃO I
Disposição Geral
Art 39. O processo fiscal para
apuração das infrações terá por base o auto ou a representação, conforme a
verificação da falta se dê no serviço externo de fiscalização ou no serviço interno
das repartições.
SUBSEÇÃO II
Do Início do Procedimento
Art 40. Para efeito de excluir a
espontaneidade da iniciativa do sujeito passivo, considera-se iniciado o procedimento
fiscal:
I - com a lavratura do têrmo de
início da fiscalização;
II - com a lavratura do têrmo de
apreensão de efeitos fiscais, documentos ou livros, ou de intimação, para a sua
apresentação;
III - com qualquer outro ato escrito
dos agentes do fisco que preceda à lavratura do auto ou representação;
IV - com a lavratura do auto ou
representação, quando inexistirem os atos ou têrmos preliminares referidos nos incisos
anteriores.
Parágrafo único. O início do
procedimento alcança todos aquêles que estejam diretamente envolvidos nas infrações
porventura apuradas no decorrer da ação fiscal e somente abrange os atos praticados
antes do mesmo.
SUBSEÇÃO III
Da Lavratura do Auto e da
Representação
Art 41. A lavratura do auto de
infração é de competência exclusiva dos Agentes Fiscais de Rendas Internas. A da
representação compete aos funcionários que, nos plantões fiscais e nos serviços
internos das repartições, observadas as normas regimentais, verificarem falta cuja
comprovação quanto à existência e autoria, independa de diligência ou exame do setor
externo de fiscalização.
Art 42. Os autos e representações
serão lavrados com clareza, sem entrelinhas, rasuras ou emendas relatando minuciosamente
a infração e as circunstância agravantes e atenuantes existentes, e mencionando o
local, dia e hora da lavratura, e nome, enderêço e capital registrado do infrator ou do
responsável pela infração, as testemunhas, se houver, e tudo mais que ocorrer na
ocasião o que possa esclarecer o processo.
§ 1º Quando a infração consistir
na falta de recolhimento do impôsto, o levantamento deverá separar, por trimestre civil,
as importâncias não recolhidas.
§ 2º Os autos e as representações
poderão ser inteira ou parcialmente datilografados, ou, ainda, impressos em relação às
palavras invariáveis, devendo, neste caso, os claros serem preenchidos à mão ou à
máquina e as linhas em branco inutilizadas por quem os lavrar.
Art 43. A lavratura do auto deverá
efetuar-se no local da verificação da falta, ainda que aí não seja domiciliado o
infrator.
§ 1º O auto
será submetido à assinatura do autuado ou de seus representantes ou prepostos ou
ainda na falta ou recursa dêste, de pessoas presentes ao ato, não implicando a assinatura, que
poderá ser lançada sob protesto, em confissão da falta arguida, nem a recusa, em sua
agravação.
§ 2º Se, por motivos imprevistos o
auto não fôr lavrado no local de verificação da falta ou não puder ser assinado pelo
autuado, seus representantes ou prepostos, far-se-á menção nessas circunstâncias.
§ 3º Em seguida à lavratura de
auto, o autuante deixará, em poder do autuado ou de quem o representar, se presente,
intimação escrita, no qual mencionará as infrações capituladas e o prazo para defesa.
Art 44. Quando, através dos exames
posteriores à lavratura do auto ou representação ou por qualquer diligência no curso
da ação, se verificar outra falta além da inicial ou se indicar como responsável pela
infração pessoa diversa da origináriamente acusada, não será lavrado novo auto ou
representação, mas, apenas têrmo no processo consignando circunstanciadamente o fato,
com os elementos definidores da infração ou identificadores do infrator, conforme o
caso.
Art 45. Lavrado o auto ou
representação o autor do procedimento entregá-lo-á, mediante recibo, juntamente com os
têrmos de documentos que o instruir, à repartição preparadora.
SUBSEçãO IV
Do Preparo
Art 46. O preparo dos processos
incumbe às Inspetorias Fiscais com jurisdição na localidade em que ocorrer a sua
instauração.
§ 1º Quando a localidade não
pertencer a município em que exista sede de Inspetoria, o preparo competirá exatoria
federal que nela tenha jurisdição, salvo se, a menor ou igual distância, estiver
sediada a Inspetoria.
§ 2º Não se compreendem na
competência da exatoria as informações sôbre os antecedentes fiscais de acusados, que
serão sempre prestada pelas Inspetorias.
§ 3º Se entender conveniente,
especialmente no caso do § 1º dêste artigo, o Departamento de Rendas Internas poderá
determinar que o prepare se faça por repartição diferente ou por forma diversa da
estabelecida nesta Subseção.
Art 47. O preparo compreende:
I - a intimação para a
apresentação de defesa ou de documentos;
II - a "vista" do processo
aos acusados e aos autores do procedimento;
III - a informação sôbre os
antecedentes fiscais dos infratores;
IV - o recebimento da defesa e do
recurso e sua anexação ao processo;
V - a determinação de exames ou
diligências e o cumprimento dos ordenados pelas autoridades julgadoras;
VI - a informação sôbre a
inexistência de defesa ou recurso e a lavratura dos respectivos têrmos de revelia e de
perenpção;
VII - os despachos interlocutórios,
inclusive concedendo prorrogação de prazo para defesa, nos casos e têrmos previstos no
parágrafo único do artigo 56;
VIII - o julgamento da idoneidade dos
fiadores e recebimento da fiança;
IX - o encaminhamento do processo às
autoridades julgadoras de primeira e segunda instâncias;
X - a ciência do julgamento, a
intimação para pagamento e a emissão das respectivas guias.
Parágrafo único. Os despachos
interlocutórios poderão ser publicados em órgão de imprensa, oficial ou não, editado
na jurisdição da repartição preparadora, presumindo-se para todos os efeitos, a
ciência do interessado, a partir do dia seguinte ao da publicação do despacho que não
exija providência a cargo dêle.
Art 48. Logo após o recebimento, a
repartição protocolizará e registrará o auto ou representação em livro ou ficha em
que será feito o histórico do respectivo processo, especialmente quanto ao nome dos
infratores, data da lavratura, dispositivos legais infringidos e importâncias exigidas.
Parágrafo único. O processo será
organizado na forma de autos forenses, com as fôlhas numeradas e rubricadas e os
documentos, informações, têrmos, laudos e pareceres, dispostos em ordem cronológica.
Art 49. Salvo quando já efetuada pelo
autuante, a intimação será feita pela repartição dentro do prazo de 10 (dez) dias,
contados do recebimento do auto ou representação, sob pena de responsabilidade do
funcionário causador da demora.
§ 1º A intimação far-se-á:
I - pessoalmente, provada com o
"ciente" no respectivo processo datado e assinado pelo interessado ou seu
representante, no caso em que êste compareça à repartição;
II - por notificação escrita, em
portaria da repartição, provada com o "ciente", datado e assinado pelo
interessado ou seu representante, ou certificada pelo servidor competente;
III - por notificação verbal,
provada com o "ciente", datado e assinado pelo interessado ou seu representante,
ou certificada no próprio processo, pelo funcionário competente;
IV - por notificação postal,
comprovada pelo recibo de volta ("A.R.") datado e assinado pelo destinatário,
seu representante ou preposto.
§ 2º Omitida a data no recibo
("A.R.") a que se refere o inciso IV do parágrafo anterior, dar-se-á por feita
a intimação quinze dias depois da entrega da carta de notificação ao Correio.
§ 3º Se antes da intimação tiverem
de ser realizados exames ou diligências, o prazo referido no " caput " dêste artigo será contado da nova entrada do processo na repartição.
Art 50. Se não fôr possível por
qualquer dos meios indicados no artigo anterior, será a intimação feita por edital no Diário
Oficial da Capital Federal, ou em outros órgãos de publicidade nos Estados e
Territórios ou, ainda por meio de edital, afixado em lugares públicos, juntando-se ao
processos, no primeiro caso, a fôlha do jornal que houver inserido a publicação e, no
segundo, cópia autentica do edital com indicação do lugar em que foi afixado.
Parágrafo único. Considerar-se-á
feita a intimação no dia seguinte ao da publicação ou afixação do edital.
Art 51. No caso de não residir o
infrator na zona fiscal da repartição onde correr o processo, far-se-á a intimação
por intermédio da repartição preparadora de seu domicílio, para o que as repartições
se corresponderão diretamente.
Parágrafo único. Quando o processo
tiver de ser remetido a mais de uma localidade, a repartição preparadora estabelecerá a
ordem de seu encaminhamento às demais, atendendo à maior rapidez de sua tramitação.
Art 52. Feita a intimação, ficará o
processo aguardando, na repartição, a defesa do acusado durante o prazo previsto para a
sua apresentação.
Parágrafo único. No decorrer do
prazo referido neste artigo poderá o interessado ou seu representante, ter vista do
processo, em presença do funcionário encarregado, pelo tempo necessário à sua leitura
e anotação.
Art 53. Apresentada a defesa, será o
processo encaminhado ao autor do procedimento ou, na sua falta, ao seu substituto ou
funcionário designado, para que se manifeste sôbre as razões oferecidas.
Art 54. Ultimado o preparo da primeira
fase, com a defesa a informação fiscal, as diligências necessárias à sua perfeita
instrução sôbre os antecedentes fiscais do infrator, subirá o processos a julgamento,
encaminhado através da Inspetoria Fiscal quando ela não fôr a repartição preparadora.
Parágrafo único. Quando se tratar de
infrator revel, lavrado o têrmo de revelia e prestada a informação sôbre os
antecedentes fiscais, considerar-se-á ultimado o preparo, salvo se alguma diligência se
fizer necessária ao esclarecimento do processo.
SUBSEÇÃO V
Das Diligências
Art 55. Antes ou depois de apresentada
a defesa, havendo diligências ou exames a realizar, serão êles determinados pela
repartição preparadora, de ofício ou a pedido do autor do procedimento ou do acusado.
§ 1º O autor do procedimento poderá
solicitar a realização de exames ou diligências por ocasião da entrega do auto ou
representação ou quando receber o processo para prestar a informação fiscal.
§ 2º Se o autor do procedimento fôr
Agente Fiscal de Rendas Internas poderá realizar os exames e diligências
independentemente de determinação da autoridade preparadora, quando o processo lhe fôr
entregue para informação, desde que a providência deva ser efetivada dentro de sal
seção fiscal.
§ 3º Ressalvadas as hipóteses
previstas nos parágrafos do art. 37 e a de o autor do procedimento, Agente Fiscal de
Rendas Internas, usar da faculdade constante do § 4º do art. 4º do Regimento do
Departamento de Rendas Internas, os exames e diligências, no serviço externo de
fiscalização, serão, sempre que possível, realizados pelo agente fiscal da seção
onde devam verificar-se.
SUBSEÇÃO VI
Da Defesa e da Informação Fiscal
Art 56. O prazo para apresentação de
defesa será de trinta dias a contar da intimação.
Parágrafo único. Em casos especiais,
se o interessado alegar motivos imperiosos que o impeçam de apresentar defesa dentro do
prazo indicado, poderá êste ser dilatado por dez dias, contados do término do prazo
primitivo.
Art 57. Quando, no decorrer da ação
fiscal, se indicar como responsável pela falta, pessoa diversa da que figure no auto ou
representação, ou forem apurados novos fatos envolvendo o autuado ou outras pessoas,
ser-lhes-á marcado igual prazo para defesa no mesmo processo. Do mesmo modo,
proceder-se-á sempre que, para elucidação de faltas, se tenham de submeter à
verificação ou exames técnicos os documentos a livros a que se referir o processo.
Art 58. Esgotado o prazo marcado, se a
parte interessada não apresentar defesa, far-se-á menção dessa circunstância no
processo, seguindo êste seus trâmites regulares.
Art 59. A defesa será apresentada por
escrito, na repartição por onde correr o processo, dando-se dela recibo ao interessado.
§ 1º Na defesa, o acusado alegará
tôda a matéria que entender útil, apresentando, desde logo as provas que possuir e
requerendo os exames ou diligências que julgar cabíveis.
§ 2º Os documentos oferecidos pelo
acusado deverão vir rubricados e passarão a integrar o processo, admitindo-se a
restituição, mediante recibo, desde que, no processo fique cópia autêntica e a medida
não lhe prejudique a instrução.
§ 3º Sem prejuízo das sanções
legais cabíveis, o chefe da repartição mandará riscar dos escritos juntos ao processo
as expressões vazadas em têrmos grosseiros ou atentatórios à dignidade de qualquer
pessoa.
Art 60. Oferecida a defesa, o autor do
procedimento ou quem o substituir se pronunciará sôbre as razões apresentadas, dentro
dos quinze dias seguintes ao recebimento do processo, salvo se houver diligências a
realizar.
Parágrafo único. Cumpridas as
diligências e observadas as formalidades delas decorrentes, a informação fiscal será
prestada nos quinze dias subseqüentes.
SEÇÃO VII
Da Decisão em Primeira Instância
Art 61. Aos Delegados Regionais de
Rendas Internas compete julgar, em primeira instância, os processos instaurados na área
de jurisdição das respectivas Delegacias.
Art 62. A decisão conterá:
I - o relatório, que será uma
síntese do processo;
II - os fundamentos de fato e de
direito;
III - a conclusão;
IV - a ordem de intimação.
Parágrafo único. As inexatidões
materiais, devidas a lapso manifesto ou os erros de escrita ou de cálculo existentes na
decisão, poderão ser corrigidos por despacho, de ofício, a requerimento de qualquer
interessado, ou mediante representação de qualquer funcionário.
Art 63. A decisão será proferida
dentro de trinta dias, contados da entrada do processo na repartição, salvo quando forem
determinadas diligências.
§ 1º Se a autoridade que tiver de
julgar o processo não o fizer sem causa justificada, no prazo estabelecido, a decisão
será proferida pelo seu substituto legal observado o mesmo prazo sob pena de
responsabilidade, e mencionado o ocorrido no processo.
§ 2º Da decisão não caberá pedido
de reconsideração.
Art 64. Proferida a decisão, será o
processo devolvido à Inspetoria Fiscal de origem para que providencie as necessárias
intimações, fazendo-as diretamente ou por intermédio da exatoria preparadora, conforme
tenha ou não sido a executora do preparo.
Parágrafo único. Às intimações
referidas neste artigo aplica-se, no que couber o disposto na Subseção IV desta Seção.
SUBSEÇÃO VIII
Dos Recursos
Art 65. Das decisões contrárias aos
acusados, caberá recurso voluntário, com efeito suspensivo, para o Segundo Conselho de
Contribuintes, dentro do prazo de trinta dias, contados da data da intimação, mediante
prévio depósito das quantias exigidas, ou prestação de fiança idônea, quando
cabível, permitindo o direito de o recorrente se assim não proceder dentro do prazo
fixado neste artigo.
Parágrafo único. Os recursos, em
geral, mesmo peremptos, ressalvados os casos de ausência de depósito ou fiança, serão
encaminhados diretamente pelas instâncias inferiores às superiores, cabendo a estas
julgar da perempção.
Art 66. O recurso poderá versar
sôbre parte da quantia exigida, desde que o interessado o declare em requerimento, à
repartição preparadora do processo.
Parágrafo único. O recorrente, sob
pena de perempção do recurso, deverá pagar, no prazo legal, a parte não litigiosa,
cabendo, quanto à importância objeto de discussão, o depósito ou fiança, obedecidas
as exigências legais.
Art 67. Se dentro do prazo legal não
fôr apresentada petição de recurso, será feita declaração neste sentido, na qual se
mencionará o número de dias transcorridos a partir da ciência da intimação, seguindo
o processo os trâmites regulares.
Parágrafo único. Apresentado o
recurso e garantida a instância, será o processo, após ouvido o autor do procedimento
sôbre as razões oferecidas, encaminhado à instância julgadora, através da Inspetoria
Fiscal quando ela não fôr a repartição preparadora.
Art 68. Das decisões total ou
parcialmente favoráveis às partes, haverá sempre recurso de ofício, com efeito
suspensivo, para o Segundo Conselho de Contribuintes, salvo se a importância total em
litígio não exceder de Cr$10.000 (dez mil cruzeiros).
§ 1º O recurso será interposto na
decisão, ou posteriormente, em separado, pela própria autoridade prolatora ou no caso do
parágrafo seguinte.
§ 2º Tratando-se de decisão da qual
caiba recurso de ofício e êste, por qualquer motivo, não tenha sido interposto, cumpre
ao funcionário autor do feito representar à autoridade prolatora da decisão, propondo a
interposição do recurso.
Art 69. O processo findará
administrativamente, se o infrator, conformando-se com a decisão de primeira instância,
efetuar o pagamento das importâncias devidas, no prazo previsto para interposição de
recurso.
SUBSEÇÃO IX
Da Garantia de Instância
Art 70. A garantia de instância para
interposição de recurso será efetuada:
I - mediante depósito na repartição
arrecadadora competente, em dinheiro, títulos da dívida pública federal, ações ou
debêntures de sociedades de economia mista de cujo capital e direção participe a
União, ou cupões vencidos de juros ou dividendos de tais títulos; ou
II - mediante fiança, na repartição
preparadora, quando a importância total exigida fôr superior a Cr$10.000 (dez mil
cruzeiros).
§ 1º Nãos se aceitará indicação
de fiador sem a sua expressa aquiescência.
§ 2º Serão recusados como fiadores
as pessoas físicas, as que façam parte da firma recorrente, as que não estiverem quites
com a Fazenda Nacional e as que não tiverem patrimônio para garantia do pagamento das
quantias em litígio.
§ 3º sob pena de não produzir
efeito, o requerimento que indicar fiador apresentará, salvo no caso de fiança
bancária, relativamente à firma ou sociedade indicada, cópia do ultimo balanço,
assinada por contabilista legalmente registrado, pelo qual se verifique que o patrimônio
líquido igual ou superior a três vezes o valor da fiança, bem como os atos
institucionais (contrato social ou estatuto) que outorguem, no caso de sociedade anônima,
autorização a seus diretores para prestar fiança ou que não contenham, nos demais
casos, disposição impeditiva da prática desse ato.
§ 4º O despacho que autorizar a
lavratura do têrmo de fiança deverá marcar prazo entre cinco a dez dias para sua
assinatura, a contar da intimação do recorrente.
Art 71.Se o fiador oferecido for
recusado, poderá o recorrente indicar mais um segundo e um terceiro, sucessivamente,
dentro de prazo igual ao que restava na data em que foi protocolizada a respectiva
petição anterior, não se admitindo, depois dessas nova indicação.
§ 1º Da decisão que recusar o
último fiador caberá o único recurso ao Delegado Regional de Rendas Internas, que
decidirá definitivamente sôbre as impugnações dos fiadores apresentados.
§ 2º No caso de indeferimento de
recurso de que trata o parágrafo anterior, marcar-se-á o prazo improrrogável de 10
(dez) dias, contados da ciência da decisão, para depósito da quantia em litígio.
§ 3º Será admitido, também recurso
da decisão que recusar o primeiro ou o segundo fiador oferecido, quando o recorrente
renunciar expressamente ao direito de fazer nova indicação.
§ 4º Recusado qualquer fiador, o
recorrente poderá efetuar o depósito da quantia em litígio, no prazo improrrogável de
10 (dez) dias, ou apresentar o recursos na conformidade do disposto nos §§ 1º e 3º
dentro do mesmo prazo.
Art 72. A garantia ao Tesouro Nacional
a que se refere o art. 6º da Lei 1.628, de 20 de junho de 1952, não abrange o depósito
previsto nesta Subseção.
SUBSEçãO
Da Decisão em Segunda Instância
Art 73. O julgamento no segundo
Conselho de Contribuintes far-se-á de acordo com as normas de seu Regimento Interno.
Art 74 O acórdão proferido
substituirá, no que tiver sido objeto de recurso, a decisão recorrida.
Art 75 Das decisões do Conselho
contrárias aos acusados, cabe pedido de reconsideração, com efeito suspensivo, no prazo
de trinta dias, contatos da intimação, independentemente de nova garantia de instância,
quando esta já tenha sido prestada anteriormente.
Art 76. A intimação das decisões
será feita pela repartição preparadora, na forma da Subseção IV desta Seção.
SUBSEçãO XI
Da Eqüidade
Art 77. As decisões por equidade são
da competência privativa do ministro da Fazenda mediante proposta do Segundo Conselho de
Contribuintes, e restringem-se à dispensa total ou parcial de penalidade pecuniária.
§ 1º A proposta de aplicação de
eqüidade, que só será feita em casos excepcionais, deverá ser encaminhada ao Ministro
da Fazenda, acompanhada de informações sobre os antecedentes do contribuinte.
§ 2º Não se concederá, o
benefício de eqüidade no caso de reincidência específica, nem a contribuinte
convencido de sonegação, fraude ou conluio.
SUBSEÇÃO XII
Das Nulidades
Art 78. São nulos:
I - a denúncia que não determine com
precisão a infração e o infrator ou que não identifique o denunciante pelo nome e
endereço;
II - os têrmos de fiscalização ou
exame de escrita fiscal lavrados ou realizados por pessoa que, de acôrdo com as normas
dêste regulamento, não seja incumbida da fiscalização externa, salvo, quanto aos
exames, os casos previstos nos parágrafos do artigo 37;
III - o auto ou a representação:
a) que não contenha os elementos
suficientes para determinar com segurança a infração e o infrator;
b) lavrado por funcionário diferente
dos indicados no art. 41;
IV - os despachos e decisões
proferidos por autoridades incompetentes ou peitadas;
V - os despachos e decisões
proferidos com preterição do direito de defesa.
§ 1º São insanáveis as nulidades
previstas nos inciso II, alínea "b" do inciso III e inciso IV, devendo o ato sobre que
incidirem ser repetido; as demais são sanáveis, podendo suprir-se pela retificação ou
complementação do ato;
§ 2º A nulidade sanável só será
declarada se não fôr possível suprir a falta.
Art 79. As irregularidades,
incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em
nulidade, devendo ser sanadas quando resultarem em prejuízo para a defesa de acusação,
salvo se êste lhes houver dado causa, ou quando influírem na solução do litígio.
Parágrafo único. A falta de
intimação estará sanada desde que o acusado compareça para praticar o ato ou para
alegar a omissão, considerando-se a intimação como realizada a partir desse momento.
Art 80. A nulidade de qualquer ato
não prejudicará senão os posteriores, que dele diretamente dependam ou sejam
conseqüência.
§ 1º A nulidade do auto ou
representação importará na nulidade de todo o processo, excetuado os atos ou têrmos
preliminares que tenham precedido sua lavratura.
§ 2º A autoridade que pronunciar a
nulidade declarará a que atos ela se estende e ordenará as providências necessárias
para que sejam repetidos ou retificados pelas pessoas competentes e na forma regulamentar.
Art 81. No caso de incompetência da
autoridade julgadora, sòmente os atos decisórios serão nulos.
Parágrafo único. Reconhecida a
incompetência, a autoridade ordenará a remessa do processo à repartição competente.
SEÇÃO III
Da Consulta
Art 82. É assegurado aos
interessados, em geral, o direito de consulta sobre a aplicação dêste Regulamento, na
parte tributária.
Art 83. A consulta será dirigida
originàriamente à repartição preparadora do domicílio fiscal do consulente e
encaminhada, por esta, no prazo de quinze dias, à autoridade competente para
solucioná-la, já informada pelo agente fiscal da respectiva seção ou circunscrição.
Art 84. As consultas serão
solucionadas, em primeira instância, pelos Delegados Regionais do Departamento de Rendas
Internas e, em grau de recurso, pelo Diretor do mesmo Departamento.
Parágrafo único. Caberá ao Diretor
do Departamento de Rendas Internas, em única instância, solucionar as consultas
formuladas pelos órgãos centrais da administração pública e autárquica federal, das
sociedades de economia mista controladas pela União e das entidades representativas de
atividades econômicas e profissionais de âmbito nacional.
Art 85. Das decisões de primeira
instância favoráveis ao consulente, haverá recurso de ofício, no próprio despacho
decisório.
Parágrafo único. O recurso
voluntário do consulente, das decisões a ele desfavoráveis, será interposto dentro de
trinta dias da ciência.
Art 86. A solução dada à consulta
ou qualquer outro ato administrativo destinado a esclarecer ou complementar êste
Regulamento terá efeito normativo, quando adotado em circular expedida pelo Diretor do
Departamento de Rendas Internas.
Parágrafo único. Se se tratar de
matéria de interêsse geral, em relação à disciplinação da qual se conclua, no
processo, ser omisso ou obscuro êste Regulamento, de hipótese ainda não decidida
anteriormente ou de alteração de entendimento anterior, será expedida circular,
regulamentado-a.
Art 87. A solução dada à consulta
em primeira ou segunda instância será cientificada ao consulente, pessoalmente ou pelo
Correio com recibo de volta "A. R.", dentro do prazo de 10 (dez) dias do
recebimento do processo pela repartição preparadora, mediante entrega de cópia
autenticada da decisão.
Parágrafo único. Se não fôr
possível a ciência pelos meios indicados, será o consulente intimado, por edital, a
comparecer à repartição no prazo de 8 (oito) dias, a fim de receber a cópia da
decisão, considerando-se feita a ciência no término do prazo, se não fôr atendida a
intimação.
Art 88. O consulente adotará o
entendimento da solução dada à consulta, dentro de 30 (trinta) dias contados da data da
ciência salvo o direito de recurso quando se tratar de decisão de primeira instância.
§ 1º Vencido o prazo a que se refere
êste artigo e não tendo o consulente recorrido à instância superior, quando fôr o
caso, será o processo encaminhado ao agente fiscal da respectiva seção ou
circunscrição para que tome conhecimento da solução e verifique se foi cumprida a
decisão, instaurada, em caso contrário, o procedimento cabível.
§ 2º Durante o curso do processo da
consulta e até o término do prazo fixado para cumprimento da decisão, nenhum
procedimento fiscal será instaurado contra o consulente, com relação à espécie
consultada.
Art 89. Não produzirão qualquer
efeito as consultas:
I - formuladas com inobservância das
normas estabelecidas no artigo 83;
II - que não descrevam completa e
exatamente a hipótese concreta do fato, salvo se a omissão ou inexatidão fôr
escusável, a juízo da autoridade julgadora;
III - que forem instruídas com o
emprêgo de fraude, simulação ou ocultação, praticada pelo consulente, diretamente ou
por interposta pessoa.
§ 1º Quando a consulta fôr
declarada sem efeito, havendo impôsto a cobrar, a autoridade, transitada em julgado a
decisão, encaminhará o processo ao agente fiscal da seção em que estiver localizado o
estabelecimento do consulente para instauração do competente procedimento fiscal e
exigência do tributo devido com as penalidades cabíveis.
§ 2º A declaração a que se refere
o parágrafo anterior, considerando sem efeito a consulta, compete à autoridade que tiver
de julgá-lo.
Art 90. É nula a decisão, não
produzindo qualquer efeito quando proferida por autoridade incompetente.
Parágrafo único. Na hipótese dêste
artigo, será feito novo julgamento pela autoridade competente.
SEÇÃO IV
Da Execução das Decisões
Condenatórias
SUBSEçãO I
Disposições Gerais
Art 91. Das decisões condenatórias
ou desfavoráveis, proferidas em processos fiscais, serão intimados os acusados ou
consulentes, fixando-se prazo para cumprimento, quando fôr o caso.
Art 92. Passada em julgado a decisão
e findo o prazo fixado para o seu cumprimento, êste não ocorrendo, será convertido em
renda o depósito efetuado em dinheiro, promovida a venda dos papéis ou títulos
depositados, ou remetida a divida à cobrança executiva.
§ 1º Se o depósito em dinheiro ou o
produto da venda dos papéis ou títulos depositados não fôr suficiente para cobrir o
montante atualizado da dívida, será, o valor remanescente, enviado à cobrança
executiva se não houver sido efetuado o seu recolhimento.
§ 2º Se o produto da venda dos
papéis ou títulos referidos no parágrafo anterior fôr superior ao montante da dívida,
será o restante escriturado em depósito à disposição do interessado, após deduzidos
as despesas da execução.
§ 3º O valor da divida será
corrigido monetariamente na ocasião do pagamento, na forma da legislação aplicável.
Art 93 Executada a decisão, o
processo considerar-se findo administrativo.
SUBSEçãO II
Da Execução Amigável e da Cobrança
Executiva
Art 94 Na decisão que impuser multa,
será ordenada a intimação do multado para efetuar o pagamento no prazo de 30 (trinta)
dias contados da data da intimação.
§ 1º Findo o prazo referido neste
artigo, se a dívida não estiver depositada ou paga no órgão arrecadador competente,
salvo o direito de recurso, será o processo encaminhado à seção de cobrança amigável
por mais de 30 (trinta) dias, após o que será extraída certidão para cobrança
executiva, cumpridas às disposições legais vigentes.
§ 2º Pago o débito será juntado ao
processo uma via da guia de recolhimento.
Art 95 Os débitos resultantes de
processos instaurados por infração deste Regulamento superiores a Cr$100.00 (cem mil
cruzeiros), poderão ser pagos em parcelas mensais, iguais e sucessivas até o máximo de
6 (seis), desde que os interessados o requeiram à repartição preparadora, dentro do
prazo fixado para o cumprimento da decisão de primeira instância.
Parágrafo único. Desatendido o
pagamento de 2 (duas) prestações sucessivas, vencer-se-ão automàticamente as demais,
devendo a repartição providenciar quanto a cobrança executiva do restante do débito,
na forma da legislação em vigor.
Art 96 A inscrição da dívida
sujeitará o devedor à multa moratória de 10% (dez por cento), calculado sôbre o seu
valor corrigido monetàriamente.
§ 1º No caso de cobrança executiva
da dívida, se procedente a ação, além da multa a que se refere o parágrafo anterior,
serão acrescidos ao principal juros moratórios, à razão de 1% (um por cento) ao mês,
calculada sôbre o seu valor atualizado da dívida, curtas e percentagens fixadas em lei e
outras combinações da sentença.
§ 2º As guias para o recolhimento,
aos órgãos arrecadadores de importâncias, cobradas por intermédio do Juízo da Fazenda
Pública, conterão obrigatòriamente, o número e data do
processo fiscal.
CAPíTULO IX
Da Distribuição e Aplicação das Quotas do Impôsto Único
SEÇÃO I
Da Distribuição
Art 97 Da parcela do impôsto único
de que trata o item II do artigo 12 deste Regulamento, 5/6 (cinco sextos) caberão aos
Estados-membros e ao Distrito Federal, e 1/6 (um sexto), aos Municípios.
Art 98 Os valôres do impôsto único
pertencentes aos Estados-membros, Distrito Federal e Municípios, serão entre êles
rateados de acôrdo com os seguintes critérios de proporcionalidade:
1) 2% (dois por cento): produção
efetiva de energia elétrica em seus respectivos territórios, verificada por medidores
ou, na falta dêstes, calculada pela potência legalmente instalada, com fator de carga de
35% (trinta e cinco por cento) e admitida a perda de 10% (dez por cento), ou ainda, na
falta de demanda máxima para o cálculo da produção, admitindo 2.500 - (duas mil e
quinhentas) horas de utilização anual de potência legalmente instalada, para as
centrais termelétricas, e 4.000 (quatro mil) horas, dela, para as usinas hidrelétricas.
2) 18% (dezoito por cento):
superfície territorial respectivas;
3) 35% (trinta e cinco por cento);
consumo de energia elétrica verificado nos respectivos territórios;
4) 45% (quarenta e cinco por cento):
população respectiva.
§ 1º Os dados estatísticos da área
e população a serem empregados, como base de cálculo serão os apurados pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), podendo, na falta dêste, ser utilizados os
fornecidos pelos órgãos oficiais dos Estados membros, do Distrito Federal ou dos
Municípios, ou ainda, os relativos ao ano imediatamente anterior.
§ 2º Para os efeitos de cálculo, o
Distrito Federal terá tratamento equivalente a Estado-membro.
§ 3º O estado da Guanabara e o
Distrito Federal, enquanto permanecerem indivisos, bem como os Estados-membros que se
constituírem sem Municípios, participarão também do rateio municipal do impôsto
único.
Art 99. O Conselho Nacional de Águas
e Energia Elétrica (CNAEE), do Ministério das Minas e Energia, estabelecerá, dentro do
primeiro trimestre de cada exercício, os coeficientes de distribuição do impôsto
único, pelo Estados-membros e Distrito Federal, e os comunicará ao Banco Nacional do
Desenvolvimento Econômico (BNDE).
Art 100. Após o término de cada
trimestre do calendário, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE)
creditará, mediante prévia determinação do Conselho Nacional de Águas e Energia
Elétrica (CNAEE), em contas especiais, movimentáveis mediante cheque, uma para cada
Estado-membro e para o Distrito Federal, as respectivas quotas trimestrais de impôsto
único, relativas ao trimestre vencido.
Art 101 As quotas municipais do
impôsto único serão calculadas pelo Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica
(CNAEE), dentro do primeiro semestre de cada exercício, e dirão respeito à
arrecadação do exercício anterior.
§ 1º Sòmente entrarão no cálculo
das quotas municipais os Municípios instalados até 1 (um) de janeiro do ano do cálculo,
com Prefeito empossado e Câmara local em funcionamento.
§ 2º A entrega das quotas dos
Municípios, sempre anuais, será efetuada pelo Banco Nacional do Desenvolvimento
Econômico (BNDE), diretamente a cada Município beneficiado e após determinação do
Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE).
Art 102. A entrega, pelo Banco
Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE), dos valores do impôsto único, liberados
pelo Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) e pertencentes aos
Estados-membros, Distrito Federal e Municípios, será realizada em prazo não superior a
15 (quinze) dias, após o recebimento, pelo Banco, da determinação do Conselho.
Art 103. O Estado-membro que tiver o
contrôle acionário de sociedade de economia mista concessionária de serviços de
energia elétrica, receberá a quota do Município, onde a referida sociedade efetuar
distribuição de energia, devendo ser o Município indenizado com ações correspondentes
ao valor da quota.
Art 104. A quota municipal, inferior
ao décuplo do valor do maior salário-mínimo mensal, vigente no país no ano da quota,
que não fôr reclamada pelo Município, com a satisfação das exigências legais, até o
final do exercício seguinte ao do cálculo, será creditada ao respectivo Estado-membro,
desde que êste participe maioritariàmente de sociedade de economia mista concessionária
de serviços de energia elétrica, devendo esta indenizar o Município com ações
correspondentes ao valor da quota.
Parágrafo único. Não dispondo o
Estado-membro de sociedade de economia mista concessionária de serviços de energia
elétrica, o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) determinará ao Banco
Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) a transferência da quota municipal à
ELETROBRÁS, que, em contrapartida, emitirá as ações em favor do Município.
Art 105. A partir do exercício de
1966, os Estados-membros receberão, em dinheiro, suas quotas do impôsto único sôbre
energia elétrica, até o limite das mesmas, na proporção verificada no exercício
anterior, entre os recursos próprios que aplicarem em serviços de energia elétrica nos
respectivos territórios e a referida quota, de acôrdo com a seguinte fórmula:
Q = C R ,
E
sendo:
Q - quantia a ser paga ao Estado em
dinheiro;
C - quota do Estado no impôsto único
do exercício;
R - recursos próprios aplicados no
território do Estado em energia elétrica, no exercício anterior, excluída sua quota no
impôsto único, mas incluídos os investimentos efetuados pelos Poderes Públicos
Municipais e por concessionários privados nas áreas do Estado de sua concessão;
E - quota do Estado no impôsto único
do exercício anterior.
§ 1º A diferença entre o valor
total da quota do Estado e a quantia paga em dinheiro na forma dêste artigo será
entregue à ELETROBRÁS, que a contabilizará a crédito do Estado, para subscrição de
ações preferenciais em seus futuros aumentos de capital.
§ 2º Para os efeitos dêste artigo e
com vistas à coordenação da política nacional de energia elétrica, os Estados-membros
deverão submeter, anualmente, os respectivos planos de eletrificação devidamente
atualizados, à apreciação do Ministro das Minas e Energia, através do Conselho
Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), bem como a comprovação da aplicação de
recursos próprios e privados em serviço de energia elétrica em seu território.
§ 3º A comprovação da aplicação
e a apresentação do plano de eletrificação atualizado deverão ser encaminhadas ao
Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), até 28 de fevereiro de cada ano,
sob pena de transferência, a favor da ELETROBRÁS, para os efeitos do parágrafo 1º
dêste artigo, da parcela de quota do Estado-membro no impôsto único sôbre energia
elétrica, referente ao primeiro, trimestre. Se, até 31 de maio de cada ano, os
Estados-membros não atenderem ao que dispõe êste parágrafo, o restante do valor da
quota anual será transferido, da mesma forma, para a ELETROBRÁS.
§ 4º O Conselho Nacional de Águas e
Energia Elétrica (CNAEE) apreciará conclusivamente, de acôrdo com as instruções que
expedir, a comprovação e o plano de que trata o § 2º dêste artigo, encaminhando-os,
em seguida, à deliberação ministerial.
§ 5º Apresentados a comprovação e
o plano de eletrificação, na forma e nos prazos do § 3º dêste artigo, o Ministro das
Minas e Energia terá o prazo de 60 (sessenta) dias para sua apreciação, findo o qual,
sem que se tenha verificado sua decisão, concedendo ou negando aprovação, a
comprovação e o plano serão considerados automàticamente aprovados.
§ 6º O plano estadual de
eletrificação abrangerá período não inferior a 3 (três) anos e conterá o estudo do
mercado da região a ser servida e a justificativa técnico-econômica da obra e
instalações programadas com o respectivo cronograma de execução. A atualização do
plano será feita anualmente e remetida ao Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica
(CNAEE).
§ 7º O plano estadual de
eletrificação e sua atualização anual serão encaminhados ao Conselho Nacional de
Águas e Energia Elétrica (CNAEE) em 4 (quatro) vias.
§ 8º Após aprovação pelo Ministro
das Minas e Energia, do plano ou de sua atualização, será o processo, com 3 (três)
vias da documentação que o constituir, restituído ao Conselho Nacional de Águas e
Energia Elétrica (CNAEE), que encaminhará uma das vias ao Departamento Nacional de
Águas e Energia (DNAE), e outra à ELETROBRÁS.
§ 9º Enquanto não se verificar a
aprovação de que trata o § 5º dêste artigo, as quotas de impôsto único devidas ao
Estado-membro ficarão retidas.
§ 10. O Conselho Nacional de Águas e
Energia Elétrica (CNAEE) determinará ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico
(BNDE), em prazo não excedente a 30 (trinta) dias, as providências necessárias à
transferência, a favor da ELETROBRÁS, ou à liberação, em dinheiro, para os
Estados-membros, das importâncias que lhes couberem por fôrça do disposto neste artigo.
Art 106. A entrega, em dinheiro, das
quotas pertencentes aos Estados-membros e a transferência à ELETROBRÁS de importâncias
dessas quotas serão realizadas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE),
em estrita observância à determinação do Conselho Nacional de Águas e Energia
Elétrica (CNAEE) e no prazo de 15 (quinze) dias, após o recebimento, pelo Banco, daquela
determinação.
SEÇÃO II
Da Aplicação
Art 107. As quotas do impôsto único,
pertencentes aos Estados-membros, Distrito Federal e Municípios, deverão ser aplicadas,
exclusiva e obrigatòriamente, em produção, transmissão e ou distribuição de energia
elétrica, nos seus respectivos territórios.
§ 1º Conquanto a aplicação possa,
em princípio, ser efetuada fora dos limites territoriais do Estado-membro ou do
Município, ter-se-á sempre em vista obras ou serviços que se destinem, direta ou
indiretamente, ao seu respectivo suprimento de energia elétrica, ainda que não imediato.
§ 2º A aplicação poderá
consistir:
a) no custeio direto de estudos,
projetos, obras e serviços, realizados ou mantidos pelos Estados-membros, Distrito
Federal e Municípios, para suprimento público de energia elétrica, incluindo linhas de
distribuição, mas excluindo despesas não classificáveis como investimento, tais como o
pagamento de contas de energia elétrica, quer para iluminação pública, quer para
outros consumos públicos;
b) no pagamento de amortizações e
juros relativos a empréstimos tomados para aplicação em produção, transmissão e ou
distribuição de energia elétrica;
c) na tomada de ações de emprêsas
nacionais, concessionárias de serviços públicos de energia elétrica, desde que a
maioria das ações já pertença, ou com a tomada das ações fique pertencendo, a
pessoas jurídicas de direito público interno, que controle a administração da
emprêsa;
d) em financiamentos a emprêsas
nacionais, concessionárias de serviços públicos de energia elétrica e em plena
atividade, que se destinem exclusivamente à produção, transmissão e ou distribuição
de energia elétrica, mediante contratos, amortizações e juros, aprovados pelo Conselho
Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) e que não excedam de 33% (trinta e três
por cento) das garantias reais oferecidas pela financiada.
§ 3º A observância do disposto
neste artigo, a juízo do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), será,
juntamente com a comprovação, sendo o caso, do recolhimento do impôsto único e do
empréstimo compulsório em favor da ELETROBRÁS, e do pagamento das faturas de compra de
energia elétrica, condição essencial para a liberação da quotas do impôsto único
aos Estados-membros, Distrito Federal e Municípios.
Art 108. Ao planejarem ou programarem
empreendimentos públicos de âmbito regional, pertinentes à produção, transmissão e
ou distribuição de energia elétrica, os Estados-membros, obtida a concordância
expressa dos Municípios interessados, poderão aplicar quotas municipais do impôsto
único, no custeio de tais empreendimentos, observadas as prescrições dêste
Regulamento.
Art 109. No ano seguinte ao término
de cada exercício, os Estados-membros, Distrito Federal e Municípios comprovarão,
perante o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), conforme as
instruções expedidas pelo mesmo Conselho, a aplicação dos valores do impôsto único
por êles recebidos durante o último exercício.
§ 1º Os Estados-membros, desde que
comprovem haver transferido à sociedade de economia mista concessionária de serviços de
energia elétrica, de que participem maioritàriamente os valores do impôsto único
relativos às suas próprias quotas e às municipais que houverem recebido na forma dêste
Regulamento, terão tal aplicação havida como boa e legítima.
§ 2º As comprovações de que trata
êste artigo, feitas perante o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE),
não desobrigam os Estados-membros, o Distrito Federal e os Municípios de observarem as
normas estatuídas pela Lei número 4.320, de 17 de março de 1964, notadamente o que
dispõe o seu art. 82 e parágrafos.
Art 110. O Conselho Nacional de Águas
e Energia Elétrica (CNAEE) determinará ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico
(BNDE) o bloqueio da conta especial do impôsto único, em relação ao Estado-membro ou
Distrito Federal;
a) que se tornar inadimplente em
relação a qualquer das obrigações previstas na legislação do impôsto único;
b) cujos serviços de energia
elétrica, seja sob a forma de órgãos de administração direta ou descentralizada, seja
sob a forma de órgãos de administração controlada inclusive sociedades de economia
mista, sendo o caso, deixarem de recolher o impôsto único ou o empréstimo compulsório
em favor da ELETROBRÁS, por êles arrecadados, ou não pagarem as faturas de compra de
energia elétrica.
Art 111. A aplicação de quota ou
parte de quota municipal do impôsto único, em despesa que se não enquadre em
produção, transmissão e ou distribuição de energia elétrica, a critério do Conselho
Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) motivará a retenção no Banco Nacional do
Desenvolvimento Econômico (BNDE), dos valores subseqüentes ao impôsto único, cabíveis
ao Município faltoso, até que êste comprove a aplicação regular, com outras receitas,
de importância equivalente ao valor de sua quota, ou de parcela desta, aplicada em outros
fins.
CAPÍTULO X
Dos Serviços a Cargo do
C.N.A.E.E.
Art 112. Ao Conselho Nacional de
Águas e Energia Elétrica (CNAEE), do Ministério das Minas e Energia cumprirá, nos
têrmos da Legislação em vigor, calcular, distribuir e fiscalizar a aplicação das
quotas estaduais e municipais do impôsto único; reajustar o valor da tarifa fiscal;
conceder redução do impôsto único e expedir certidões, exclusivamente para os fins do
artigo 152 dêste Regulamento, podendo baixar as instruções complementares que se
tornarem necessárias.
§ 1º Fica o Conselho Nacional de
Águas e Energia Elétrica (CNAEE) autorizado a admitir pessoal contratado, observadas as
prescrições legais e regulamentares em vigor, e a assinar convênios com outros órgãos
da Administração Direta ou Indireta e com a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. -
ELETROBRÁS, a fim de dar cumprimento ao disposto neste artigo.
§ 2º Para o custeio dêsses
serviços ficam reservados, ao Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE),
40% (quarenta por cento), trata o item III do artigo 12 dêstes Regulamento.
§ 3º No início de cada exercício,
o Presidente do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) submeterá, à
aprovação ministerial, plano de aplicação anual dos recursos que couberem ao mesmo
Conselho, na forma do parágrafo anterior, podendo tais recursos ser destinados aos gastos
com:
a) admissão de pessoal temporário;
b) locação de imóveis para
instalação de dependências do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE);
c) custeio de despesas de viagens e
serviços extraordinários do pessoal do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica
(CNAEE), assim como de serviços técnicos especializados, para os quais não disponha o
Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) de pessoal habilitado, realizados
por emprêsas particulares;
d) aquisição de materiais,
equipamentos, veículos e combustíveis para os serviços do Conselho Nacional de Águas e
Energia Elétrica (CNAEE);
e) realização de despesas com
representação, complementação salarial de técnicos e outras para as quais o Conselho
Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) não disponha de dotação própria por
inexistente ou insuficiente.
§ 4º O Presidente do Conselho
Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) comprovada, até 30 de março do exercício
seguinte ao vencido, perante o Ministro das Minas e Energia, as aplicações de que trata
o parágrafo precedente, nas quais serão observadas as normas legais e regulamentares de
contabilidade pública da União.
§ 5º As repartições públicas
federais, da administração centralizada ou autárquica, inclusive as sociedades de
economia mista, de que a União participe majoritariamente, e as emprêsas públicas,
deverão prestar ao Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) tôdas as
informações e dados estatísticos, solicitados pelo mesmo Conselho e necessários á
execução dos serviços a seu cargo.
TÍTULO II
Do Fundo Federal de
Eletrificação (FFE)
CAPÍTULO I
Da Constituição, Finalidade e
Aplicação do FFE
Art 113. O. Fundo Federal de
Eletrificação será constituído anualmente:
I - da parcela do impôsto único de
que trata o item I do artigo 12 dêste Regulamento;
II - da parcela de 10% (dez por cento)
do produto da taxa de despacho aduaneiro;
III - de dotações consignadas no
orçamento da União;
IV - das dotações e fundos
orçamentários de entidades autárquicas e paraestatais ou órgãos federais de qualquer
natureza, superiores a Cr$ 100.000.000 (cem milhões de cruzeiros), de que trata o
Capítulo II dêste Título, aplicados em bens e instalações de concessionários de
serviços públicos de energia elétrica;
V - dos juros a que se refere o § 4º do artigo 20 da Lei número 4.156, de 28 de novembro de
1962, com a redação que lhe foi dada pelo
artigo 8º da Lei número 4.676, de 16 de
junho de 1965;
VI - dos dividendos das ações da
União na ELETROBRÁS e dos juros das obrigações ao portador da ELETROBRÁS tomadas pela
União;
VII - dos rendimentos de depósitos e
de aplicações do próprio Fundo.
Parágrafo único. O saldo positivo do
Fundo Federal de Eletrificação (FFE), apurado em balanço anual, será transferido para
o exercício seguinte, a crédito do mesmo Fundo.
Art 114. O. Fundo Federal de
Eletrificação, movimentável pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROIBRÁS,
destina-se a prover e financiar instalações de produção, transmissão e ou
distribuição de energia elétrica.
§ 1º Os saques da ELETROBRÁS, à
conta do Fundo Federal de Eletrificação (FFE), serão considerados como integralização
do seu capital subscrito pela União.
§ 2º Anualmente, a ELETROBRÁS
submeterá o seu orçamento-programa para o exercício ao Ministro das Minas e Energia, a
quem caberá o seu encaminhamento a outros órgãos da Administração.
Art 115. A ELETROBRÁS poderá aplicar
os recursos do Fundo Federal de Eletrificação (FFE), oriundos do impôsto único e das
receitas vinculadas, anual e efetivamente recebidas, em tomada de obrigações,
subscrição de ações, concessão de empréstimos e financiamentos, de ou a
concessionários de serviços públicos de energia elétrica, para a execução de
programas de eletrificação, em parcelas variáveis e desde que obedecidos os seguintes
critérios:
a) o valor das operações realizadas
com as entidades de um mesmo Estado-membro não poderá exceder a 30% (trinta por cento)
dos recursos anuais efetivamente recebidos;
b) o valor das
operações em favor de uma mesma sociedade de economia mista, concessionária de
serviços de energia elétrica, de que o Poder Público seja acionista majoritário com
direito a voto, não poderá exceder de 15% (quinze por cento) dos recursos anuais
efetivamente recebidos;
c) o valor das operações em favor de
uma mesma emprêsa privada não poderá exceder a 5% (cinco por cento) dos recursos anuais
efetivamente recebidos.
§ 1º Para os efeitos das letras
"b" e "c" dêste artigo, os concessionários que formem grupos
definidos, associada ou subsidiariamente, serão considerados como uma única emprêsa
privada ou sociedade de economia mista.
§ 2º A efetivação das aplicações
de que cuida o presente artigo fica condicionada a prévia comprovação, por parte dos
beneficiários, sendo o caso, de estarem em dia com o recolhimento do impôsto único e do
empréstimo compulsório, bem assim com o pagamento das faturas de compra de energia
elétrica.
§ 3º A comprovação a que se refere
o parágrafo precedente será obtida pelos interessados:
a) junto as repartições
arrecadadoras do Ministério da Fazenda, mediante certidão, quanto ao impôsto único;
b) junto à ELETROBRÁS, mediante
certificado, quanto ao empréstimo compulsório; e
c) junto a emprêsa ou entidade
supridora, mediante declaração, quanto as faturas de compra de energia elétrica.
Art 116. A ELETROBRÁS deverá
aplicar, em cada ano até 5% (cinco por cento) dos recursos do Fundo Federal de
Eletrificação (FFE), em financiamentos de programas de eletrificação rural de acôrdo
com a orientação fixada pelo Ministro das Minas e Energia.
Art 117. A ELETROBRÁS poderá
ainda aplicar recursos de Fundo Federal de Eletrificação (FFE) em seus próprios
serviços ou nos de suas subsidiárias, caso em que tais aplicações não estarão
sujeitas aos limites consignados nas alíneas " a ", " b " e
" c " do artigo 115 dêste Regulamento nem
serão computados para os efeitos nelas consignados.
CAPÍTULO II
Dos Recursos Orçamentários
Considerados como Refôrço do FFE
Art 118. Os recursos da União,
estranhos ao Fundo Federal de Eletrificação (FFE), aplicados em bens e instalações de
concessionário de serviços públicos de energia elétrica, oriundos de dotações e
fundos orçamentários, de entidades autárquicas e paraestatais ou órgãos federais de
qualquer natureza, superiores a Cr$ 100.000.000 (cem milhões de cruzeiros), serão
considerados como refôrço do Fundo Federal de Eletrificação (FFE) e ficarão ao mesmo
incorporados para todos os efeitos legais.
§ 1º Recursos superiores a
Cr$100.000.000 (cem milhões de cruzeiros) são os que em tal valor forem consignados no
orçamento da União para um mesmo exercício.
§ 2º Excluem-se das disposições
dêsse artigo, as aplicações contratadas pelos estabelecimentos bancários federais.
Art 119. A aplicação dos recursos de
que trata o artigo anterior deverá ser feita exclusivamente sob forma de financiamento ao
respectivo concessionários de serviços públicos de energia elétrica, a serem
resgatados a favor da ELETROBRÁS, após sua efetiva aplicação.
Art 120. A entrega dos mencionados
recursos far-se-á, além do preenchimento de outras formalidades, mediante a assinatura,
pelo concessionário de instrumento de reconhecimento de débito, cujo modêlo será
aprovado perlo Ministro das Minas e Energia.
Parágrafo único. O instrumento de
reconhecimento de débito será elaborado em 6 (seis) vias, a primeira das quais ficará
apensada ao processo, sendo a segunda entregue ao concessionário e as demais, enviadas a
ELETROBRÁS, dentro de 30 (trinta) dias, pelo órgão da Administração Direta ou
Indireta, que houver efetuada a entrega.
Art 121. O concessionário, ao receber
tais recursos os creditará imediatamente à ELETROBRÁS, como recursos específicos do
Fundo Federal de Eletrificação, enviando simultaneamente, a mesma, na qualidade de
administradora do Fundo, o respectivo aviso de crédito.
Parágrafo único. A ELETROBRÁS tão
logo tenha recebido o instrumento de reconhecimento de débito, debitará o seu valor ao
concessionário que houver recebido tais recursos, creditando-os como recursos
específicos, ao Fundo Federal de Eletrificação, sob sua guarda.
Art 122. A fiscalização da
aplicação dos recursos de que trata o artigo 118, no que diz respeito ao Ministério das
Minas e Energia, caberá ao Departamento de Águas e Energia (DNAE), que acompanhará a
execução do plano de aplicação aprovado e emitirá o laudo técnico, quando
concluídos os serviços e obras previstos no plano.
§ 1º A prestação de contas da
aplicação dêstes recursos será feita pelo beneficiário à Divisão de Orçamento, do
Departamento de Administração, do Ministério das Minas e Energia.
§ 2º O Departamento Nacional de
Águas e Energia (DNAE) enviará uma cópia do laudo técnico à ELETROBRÁS.
Art 123. O resgate do financiamento de
que trata o artigo 119 será feito no prazo de vinte anos, a contar do término do
período de carência, o qual nunca será superior a sete anos.
§ 1º Durante o prazo de carência, o
empréstimo vencerá juros simples de 6% (seis por cento) ao ano, que serão incorporados
ao principal do empréstimo, juros êstes que, extinto o prazo de carência, elevar-se-ão
para 8% (oito por cento) ao ano.
§ 2º O pagamento das amortizações
e juros do empréstimos, calculando se êste sôbre o total do principal mais juros
incorporados durante o período de carência, será feito em prestações trimestrais de
igual valor e pagas nas mesmas datas à ELETROBRÁS, no prazo de 20 (vinte) anos.
§ 3º O prazo de carência será
contado a partir da data do recebimento dos recursos e terminará tão pronto se verifique
estarem os referidos investimentos em condições de propiciar remuneração,
amortização e depreciação legais.
§ 4º O prazo de resgate do
empréstimo será contado a partir da data da efetiva entrega do certificado de
rentabilidade do investimento ao concessionário, ou findo o prazo de carência máximo de
7 (sete) anos.
Art 124. O Departamento Nacional de
Águas e Energia (DNAE), do Ministério das Minas e Energia, a seu critério ou a
requerimento da ELETROBRÁS, emitirá certificado de rentabilidade dos investimentos
realizados com os recursos de que trata êste Capítulo.
§ 1º Quando a aplicação dos
recursos federais, de que trata êste artigo, proporcionar um aumento na venda de energia
do concessionário beneficiado, a rentabilidade do investimento correspondente será
considerado existente, deste que a aplicação da tarifa atualizada, sôbre o acréscimo
de consumo, propicie uma renda capaz de cobrir o custo do serviço. A tarifa atualizada
será calculada com os elementos pré-existentes aos acréscimos de investimentos de que
trata êste Capítulo, levando-se em conta a correção da tradução monetária do valor
original dos bens do ativo imobilizado das pessoas jurídicas.
§ 2º Êste certificado será emitido
em 3 (três) vias, uma para o órgão emissor, uma para o concessionário e outra para a
Eletrobrás.
§ 3º Nos casos em que a aplicação
dos recursos federais, de que trata êste artigo, não proporcione aumento de energia
vendida, o investimento será considerado rentável nas datas de sua aplicação, podendo
o Departamento Nacional de Águas e Energia (DNAE) fixar essa condição, quando da
aprovação do plano de aplicação.
Art 125. No prazo de 60 (sessenta)
dias, a partir da data em que o serviço ou empreendimento, em que foram aplicados
recursos federais, passar a ter rentabilidade, o concessionário ficará obrigado a
requerer ao Departamento Nacional de Águas e Energia (DNAE), o respectivo certificado.
Não o fazendo, e comprovada a rentabilidade do investimento, o órgão de fiscalização
do Ministério das Minas e Energia, a seu critério ou a requerimento da Eletrobrás,
emitirá o respectivo certificado, ficando cancelado o prazo de carência e passando o
empréstimo a ser resgatado.
Parágrafo único. A parte que se
julgar prejudicada com a emissão ou denegação do certificado de rentabilidade, poderá,
no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, recorrer ao Conselho Nacional de Águas e Energia
Elétrica (CNAEE).
Art 126. A Eletrobrás fica obrigada a
reinvestir na mesma concessionária, pelo menos 50% (cinqüenta por cento) dos juros
efetivamente recebidos pelo financiamento que trata o art. 123 dêste Regulamento a menos
que a concessionária renuncie a êsse direito.
Parágrafo único. O concessionário
interessado no reinvestimento de que trata êste artigo deverá solicitá-lo à
Eletrobrás, mediante pedido devidamente instruído, sob pena de, não o fazendo,
considerar-se como havendo renunciado a seu direito.
Art
127. Expedido o certificado de
rentabilidade, nenhum concessionário poderá se beneficiar de recursos previstos na
Lei nº 4.676, de 16 de junho de 1965, se não estiver atendendo ao pagamento dos empréstimos
de que trata êste Capítulo.
TÍTULO III
Do Empréstimo Compulsório em
favor da Eletrobrás
CAPÍTULO ÚNICO
Art 128. Até o exercício de 1968,
inclusive, o empréstimo compulsório em favor da Eletrobrás será arrecadado pelos
distribuidores de energia elétrica, diretamente dos consumidores, em importância
equivalente à que, por êstes, fôr devida, a título de impôsto único.
Art 129. A arrecadação do empréstimo compulsório será
efetuado nas contas de fornecimento de energia elétrica, devendo delas constar
destacadamente das demais, a quantia do empréstimo devido.
Art 130. As contas de fornecimento de
energia elétrica deverão trazer breve informação sôbre a natureza do empréstimo e o
esclarecimento de que, uma vez quitadas, constituirão documentação hábil para o
recebimento, pelos consumidores, das correspondentes obrigações da Eletrobrás,
resgatáveis em 10 (dez) anos a juros de 12% (doze por cento) ao ano.
Art 131. O produto da arrecadação do
empréstimo compulsório, verificado durante cada mês do calendário, será recolhido
pelos distribuidores de energia elétrica em Agência do Banco do Brasil S.A., à ordem da
Eletrobrás, dentro dos 20 (vinte) primeiros dias do mês subseqüentes ao da
arrecadação, sob as mesmas penalidades previstas para o impôsto único e mediante guia
própria de recolhimento (Modêlo nº 5).
§ 1º Os distribuidores de energia
elétrica dentro do mês do calendário em que fôr efetuado o recolhimento do empréstimo
por êles arrecadado, remeterão à Eletrobrás 2 (duas) vias de cada guia de recolhimento
de que trata êste artigo, devidamente quitadas pelo Banco do Brasil S.A.
§ 2º Juntamente com a documentação
referida no parágrafo anterior, os distribuidores de energia elétrica remeterão à
Eletrobrás uma das vias da guia de recolhimento do impôsto único.
Art 132. O empréstimo compulsório em
favor da Eletrobrás não será exigido nos casos de isenção do impôsto único (arts.
6º e 7º), nem dos consumidores rurais (Parágrafo único do art. 3º).
Parágrafo único. Nos casos de
redução do impôsto único (art. 9º), o empréstimo eqüivalerá ao tributo devido, com
a redução percentual concedida.
Art 133. O empréstimo compulsório
arrecadado pelos distribuidores de energia elétrica será, por êstes, obrigatoriamente
escriturado na conta "37.5 - Empréstimo Compulsório à Eletrobrás" da
classificação de Contas estabelecidas pelo
Decreto número 28.545, de 24 de agôsto de
1950, devendo a mesma figurar explicitamente no balanço anual analítico.
Art 134. Os distribuidores de energia
elétrica ficam obrigados a prestar à Eletrobrás as informações e os dados
estatísticos, inclusive exibindo a documentação correspondente, de que esta necessitar,
para o contrôle da arrecadação e do recolhimento do empréstimo compulsório.
Parágrafo único. A Eletrobrás,
verificada qualquer irregularidade no recolhimento do empréstimo compulsório, arrecadado
pelos distribuidores de energia elétrica, poderá também solicitar ao Departamento
Nacional de Águas e Energia (DNAE), do Ministério das Minas e Energia, que execute
fiscalização contábil especifica, nos têrmos do Regulamento aprovado pelo
Decreto nº
41.019, de 26 de fevereiro de 1957, independentemente de imediata adoção das medidas
judiciais cabíveis contra o distribuidor faltoso.
Art 135. Os consumidores apresentarão
à Eletrobrás suas contas de fornecimento de energia elétrica, devidamente quitadas, e
receberão obrigações correspondentes ao valor do empréstimo subscrito, acumulando-se
as frações verificadas, até que estas perfaçam o valor de um título.
§ 1º Quando o valor das contas
apresentadas pelo consumidor exceder o valor de uma obrigação, a Eletrobrás
fornecer-lhe-á comprovante do saldo, que constituirá documento hábil para ulterior
troca por obrigações.
§ 2º Para os efeitos dêste artigo,
considerar-se-á consumidor que estiver na posse das contas de fornecimento de energia
elétrica.
Art 136. As obrigações terão o seu
valor nominal aprovado pela Assembléia Geral da Eletrobrás que autorizar a respectiva
emissão, sendo-lhe facultado fazê-lo em séries de diferentes valores, dentro do mesmo
ano, caso em que cada série será identificada por uma letra, seguida do ano da emissão.
Parágrafo único. Os títulos a serem
emitidos pela Eletrobrás poderão conter assinaturas em "fac-símile".
Art 137. Fica assegurada a
responsabilidade solidária da União, em qualquer hipótese, pelo valor nominal dos
títulos a que se refere o artigo anterior.
Art 138. O resgate das obrigações,
mediante sorteio, obedecerá a plano aprovado pela Assembléia Geral da Eletrobrás,
observadas as condições estabelecidas ao ser autorizadas a sua emissão.
Art 139. Do total do empréstimo
compulsório arrecadado em cada Estado-membro, a Eletrobrás aplicará, em cada
exercício:
I - 50% (cinqüenta por cento), em
subscrição de ações, tomada de obrigações, empréstimos e financiamentos de ou a
emprêsas concessionárias de serviços públicos, que produzam, transmitam ou distribuam
energia elétrica, e das quais o Estado-membro seja acionista majoritário com direito a
voto, observado o disposto no artigo 8º da Lei nº 4.156,
de 28 de novembro de 1962, com a redação que lhe foi dada pelo
art. 6º da Lei
número 4.676, de 16 de junho de 1965;
II - 10% (dez por cento), em obras no
setor de energia elétrica, nas quais tenha interêsse direto o Estado-membro, onde o
empréstimo houver sido arrecadado, sendo percentual aplicado em participação
societária ou em financiamentos.
§ 1º As modalidades de aplicação
referidas no inciso I dêste artigo ficam à opção do Estado-membro interessado.
§ 2º As despesas financeiras,
inclusive juros, resultantes da tomada de obrigações, empréstimos e financiamentos,
aluídos no inciso I dêste artigo, não poderão ser superior a 15% (quinze por cento) do
valor da operação e os prazos de liquidação não poderão ser inferiores a 10 (dez)
anos, sendo que tais encargos serão considerados pelos mutuários como despesas de
exploração.
TÍTULO IV
Da Contribuição dos Novos
Consumidores
CAPÍTULO ÚNICO
Art 140. Os concessionários
distribuidores de energia elétrica, que adotem a forma de sociedade comercial por
ações, ficam autorizados a condicionar a ligação de novos consumidores à
contribuição, por êstes, de importância equivalente a até 30 (trinta) vêzes o
produto da tarifa fiscal de que trata o art. 8º dêste Regulamento, pelo consumo mensal
estimado para o consumidor, paga em parcelas mensais iguais, num mínimo de 6 (seis).
§ 1º Entende-se por novo consumidor
aquêle cujo prédio receba ligação de energia elétrica pela primeira vez.
§ 2º Aplica-se o disposto neste
artigo aos aumentos de carga ligada, bem como aos consumidores de localidades que, em
virtude de transferência de concessionários, venham a ser beneficiados por
reconstrução dos sistemas de distribuição locais.
§ 3º Esta contribuição poderá ser
paga pelo consumidor em parcelas mensais e iguais, no mínimo de 6 (seis), juntamente com
suas contas de energia, sendo-lhe facultado pagá-la de uma só vez. A ligação,
entretanto, será sempre feita de acôrdo com a data do pedido do consumidor,
independentemente do número de vêzes em que efetue o pagamento da contribuição.
§ 4º Na
hipótese do não pagamento de qualquer das parcelas do compromisso, o concessionário
poderá suspender o fornecimento, não sendo creditados juros aos consumidor pelo valor
já pago, enquanto êste não integralizar o seu compromisso. Esta integralização
poderá ser feita por outro consumidor que venha a ocupar o mesmo prédio. Neste caso,
após integralizado o compromisso, cada consumidor receberá os juros devidos e as ações
correspondentes às importâncias pagas.
§ 5º Não é devida a contribuição
do presente artigo nos casos de religação, por qualquer motivo, nas mesmas condições
de fornecimento, exceto nos do parágrafo segundo dêste artigo.
§ 6º O concessionário, ao fixar a
contribuição de novos consumidores, não poderá estabelecer tratamento diferencial
entre êles.
Art 141. Os recursos recebidos na
forma do artigo anterior serão havidos, após sua integralização, como "créditos
de capital" dos respectivos consumidores para subscrição de ações preferenciais
ou ordinárias, a critério do concessionário, nos aumentos de seu capital social, que se
realizarão em prazo não superior a 1 (um) ano, obedecida a ordem cronológica da
integralização.
§ 1º Para os efeitos da
incorporação ao capital social dos "critérios de capital" mencionados no
parágrafo anterior, não se aplica o disposto no
artigo 111 do Decreto-lei nº 2.627, de
26 de setembro de 1940.
§ 2º Enquanto não se transformarem
em ações, os valores recebidos pelos concessionários, na forma dêste artigo, renderão
juros de 10% (dez por cento) ao ano, pagos pelos concessionários ao consumidor,
ressalvado o disposto no § 4º do artigo anterior.
§ 3º Os consumidores que dependam de
orçamento de extensão ou modificação de rêde para serem ligados pagarão êsse
orçamento, de uma só vez, deduzida, porém, a contribuição de que trata êste artigo,
quando exigida pelo concessionário. No entanto, a contribuição relativa a êste artigo
lhes será cobrada na forma do disposto no § 3º do artigo anterior.
§ 4º A contribuição prevista neste
artigo terá como limite máximo 3% (três por cento) das inversões industriais e 5
(cinco por cento) das inversões nos demais casos, comprovadas pelo consumidor, em suas
instalações ou construções a serem supridas de energia elétrica.
§ 5º Os recursos recebidos de
acôrdo com o disposto neste artigo e seus parágrafos deverão ser registrados
mensalmente em conta especial e o seu valor aplicado obrigatoriamente na extensão e
melhoria do sistema de distribuição.
Art 142. Ficam excluídos desta
contribuição os consumidores que gozem de isenção do impôsto único sôbre energia
elétrica, exceto aquêles a que se refere o item II do art. 7º dêste Regulamento.
Art 143. No interêsse da
fiscalização dos serviços de energia elétrica, o Conselho Nacional de Águas e Energia
Elétrica (CNAEE) expedirá instruções sôbre a execução do disposto neste Título.
Art 144. As controvérsias entre
consumidores e concessionários serão examinados e dirimidas, em graus de recursos, na
forma da legislação vigente, pelos Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica
(CNAEE).
Parágrafo único. O recurso da
decisão do órgão fiscalizador deverá ser interposto no prazo de 30 (trinta) dias
corridos, contados da ciência à parte da decisão ou da publicação desta no Diário Oficial
.
TÍTULO V
Da Coordenação dos Recursos
Federais destinados a obras e serviços de Energia Elétrica
CAPÍTULO ÚNICO
Art 145. Para garantia da boa
utilização dos recursos orçamentos federais ordinários e dos créditos especiais ou
suplementares, destinados a obras e serviços de energia elétrica, fica o Ministério das
Minas e Energia incumbido da coordenação de sua aplicação.
§ 1º A ação coordenadora do
Ministério da Minas abrangerá tôdas as aplicações em obras e serviços de energia
elétrica, constantes do Programa de Energia, do Orçamento-Programa, ainda que vinculadas
a outros Ministérios ou entidades autárquicas e paraestatais da União, ou a órgãos
federais de qualquer natureza.
§ 2º O Ministério do Planejamento;
ao incluir no Programa de Energia, do Orçamento-Programa, qualquer despesa relativa a
obras e serviços de energia elétrica, vinculada a qualquer Ministério ou outro órgão
descentralizado da Administração, e ao elaborar a programação financeira do mesmo
Programa, solicitará a prévia audiência do Ministério das Minas e Energia.
Art 146. Quando o concessionário de
serviços público de energia elétrica fôr entidade autárquica ou sociedade de cujo
capital participe majoritariamente o Poder Público com o direito a voto, o Ministério
das Minas e Energia poderá, a seu critério e observado, no que couber, o disposto pala
Lei nº 1.489, de 10 de dezembro de 1951, e
Decreto nº 637, de 1 de março de 1962,
efetuar ao concessionário, para aplicação direta, suprimentos de numerário, relativo
aos recursos consignados no orçamento da União, bem como em créditos especiais ou
suplementares, vinculados a obras e serviços a seu cargo.
Parágrafo único. A comprovação da
aplicação dos recursos deverá ser feita até 31 de janeiro do ano seguinte à entrega
dos recursos, observadas a legislação em vigor e respeitadas as pecularidades do
concessionário quando se tratar de sociedade referida neste artigo.
Art 147. Sempre que lei especifica
obrigue órgão federais de qualquer natureza ou entidades autárquicas e paraestatais a
realizarem suas aplicações em subscrição de capital de emprêsas de serviços
públicos de energia elétrica, o que somente poderá ocorrer, quando comprovada a
rentabilidade do investimento a que as mesmas se destinem, a subscrição será feita em
nome da União, que a utilizará para aumento e integralização do capital da
Eletrobrás.
§ 1º Enquanto não se verificar a
rentabilidade de que trata o § 1º do art. 124, tais aplicações serão contabilizadas
pelo concessionário, entre os títulos "Pendentes", no Ativo, sob a rubrica de
"Bens a Incorporar quando Rentáveis", e, no Passivo sob a rubrica
"Auxílio da União para Futuro Aumento de Capital", até que, comprovada a
capacidade de remuneração do investimento, sejam convertidas em participação
acionária.
§ 2º Em qualquer hipótese, o
Departamento Nacional de Águas e Energia (DNAE), do Ministério das Minas e Energia,
levará em conta o recebimento de tais recursos, contabilizados na forma do parágrafo
anterior, para efeito de fixação ou reajuste tarifário.
Art 148. O concessionário que receber
recursos na forma do artigo anterior, bem como o órgão ou entidade que os entregar,
deverão ser assistidos, no ato, pela Eletrobrás, que será obrigatoriamente ouvida,
antes da convenção de tais recursos em ações do concessionário.
TÍTUILO VI
Das Disposições Gerais,
Transitórias e Finais
Art 149. Aos casos omissos nos
capítulos I, III, V, VI e VII do Título I, e, subsidiariamente, no que couber,
aplicam-se as disposições do Regulamento do Impôsto de Consumo, aprovado pelo
Decreto
nº 56.791, de 26 de agôsto de 1965.
Art 150. Salvo expressa disposição
legal em contrário, os prazos previstos neste Regulamento serão contados em dias
ocorridos, excluindo-se o dia do comêço e incluindo-se o do vencimento. Se êste cair em
domingo, feriado nacional ou local, ponto facultativo ou data em que, por qualquer motivo,
não funcione a repartição, onde deve ser cumprida a obrigação, o prazo
considera-se-á prorrogado até o primeiro dia útil subseqüente.
Art 151. O Ministério da Fazenda,
através de seus órgãos competentes e no âmbito de suas atribuições, baixará " ex
officio " ou a pedido dos órgãos interessados do Ministério das Minas e
Energia, os atos complementares para a execução dêste Regulamento, podendo, inclusive,
alterar, total ou parcialmente, os modêlos em anexos que lhe digam respeito, e instituir
outros, quando verificadas a sua conveniência e necessidade em processo regular.
Art 152. O Banco Nacional do
Desenvolvimento Econômico (BNDE) e o Banco do Brasil S.A. somente poderão realizar
operação de crédito, inclusive adiantamento, com concessionário que prove, mediante
certidão especifica do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), estar em
dia com o recolhimento do impôsto único, desde que o projeto da aplicação seja
aprovado e fiscalizado pela ELETROBRÁS.
Art 153. Os recursos provenientes da
parcela de 1% (hum por cento) de que trata o item III do art. 12 dêste Regulamento,
respeitado o disposto no § 2º do seu art. 112, destinam-se ao custeio dos serviços de
fiscalização, administração atividades técnicas e científicas, no setor da energia
elétrica, ao atendimento de situações de emergência, a critério do Ministro das Minas
e Energia, podendo ser aplicados em:
a) admissão de pessoal temporário;
b) aquisição ou arrendamento de
imóveis para instalação de dependência do Ministério das Minas e Energia;
c) custeio de viagens e serviços
extraordinários de servidores do Ministério das Minas e Energia, assim como de serviços
técnicos especializados, para os quais não disponha o mesmo Ministério de pessoal
habilitado, realizados por emprêsas particulares;
d) aquisição de materiais,
equipamentos, veiculos e combustiveis para serviços do Ministério das Minas e Energia;
e) realização de despesas com
representação, complementação salarial de técnicos e outras, para as quais não
disponha o Ministério das Minas e Energia de dotação própria por inexistente ou
insuficiente.
Parágrafo único. O Ministro das
Minas e Energia comprovará, até 30 de junho do exercício seguinte ao vencido, perante o
Tribunal de Contas da União, as aplicações realizadas no exercício anterior com os
recursos de que cuida êste artigo; nas quais serão observadas as normas legais e
regulamentares de contabilidade pública da União.
Art 154. Na elaboração e
execução dos planos nacionais de energia elétrica, a ELETROBRÁS visará a promover o
desenvolvimento das regiões geo-econômicas do país, na razão inversa à da respectiva
renda " per - capita "- anual
.
Art 155. As emprêsas concessionária de serviços públicos de
eletricidade, organizadas ou que vierem a se constituir, não se aplica o disposto nos
requisitos 2º e 3º do art. 38 e nos
artigos 108 e
111, do Decreto-lei nº 2.627, de 26
de setembro de 1940, sempre e quando a União, os Estados-membros e a ELETROBRÁS
subscreverem ações de constituição ou de aumento do capital social.
Art 156. São isentos do impôsto de
consumo de que trata a Lei número 4.502, de 30 de novembro de 1964, os bens e produtos
adquiridos, para uso próprio, pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (ELETROBRÁS) e
pelos concessionários de serviços públicos de energia elétrica.
§ 1º É assegurado ao
estabelecimento produtor o direito à manutenção do crédito do impôsto de consumo,
relativo às matérias-primas e produtos intermediários, utilizados na industrialização
ou acondicionamento dos produtos vendidos à Centrais Elétricas Brasileira S.A.
(ELETROBRÁS) e aos concessionários de serviços públicos de energia elétrica, devendo
o Departamento de Rendas Internas (DRI) expedir as instruções necessárias.
§ 2º Excluem-se da isenção os bens
e produtos adquiridos pelo titular de concessão, que produza energia elétrica apenas
para consumo próprio.
§ 3º Os bens e produtos adquiridos
com isenção não poderão ser alienados ou cedidos pelos beneficiários, sem o prévio
recolhimento, por êstes, do impôsto de consumo.
Art 157. Os concessionários
distribuidores de energia elétrica, cujo sistema gerador seja exclusivamente constituído
de usinas termelétricas, utilizando como combustível derivados de petróleo ou lenha,
estarão isento do pagamento do impôsto único de que trata a
Lei nº 4.452, de 5 de
novembro de 1964, que recáia sôbre os combustíveis e lubrificantes utilizados na
geração de energia elétrica.
Parágrafo único. O Ministro das
Minas e Energia expedirá as instruções necessárias à execução do disposto neste
artigo.
Art 158. Até o exercício de 1975,
inclusive, a União consignará ao Fundo Federal de Eletrificação (FFE) dotação global
anual não inferior a 4% (quatro por cento) da arrecadação do impôsto de consumo
prevista para o mesmo exercício, a qual será paga ao Banco Nacional do Desenvolvimento
Econômico (BNDE), para crédito do Fundo, em duodécimos mensais e independentemente de
registro prévio.
Art 159. Os concessionário, que já
tenham recebido recursos orçamentários, de acôrdo com o disposto no art. 118, e que
não hajam assinado os competentes instrumentos de reconhecimento de débitos, deverão
fazê-lo, dentro do prazo improrrogável de 30 (trinta) dias corridos, contados da
vigência dêste Regulamento.
Art 160. A ELETROBRÁS submeterá ao
Ministro das Minas e Energia, dentro de 30 (trinta) dias, a contar da vigência dêste
Regulamento, a regulamentação do serviço de juros, emissão e entrega das obrigações
de que cogitam os arts. 135 e 136.
Art 161. Os créditos orçamentários
liberados, que não constituam refôrço do Fundo Federal de Eletrificação (FFE), serão
contabilizados, pelos beneficiados, na conta "53.0 - Auxílio para Construção"
na forma do
Decreto nº 28.545, de 24 de agôsto de 1950, sob o título "Patrimônio
da União", e serão tratados como investimentos não-remunerável, devendo ser
feita, todavia, a respectiva reserva para depreciação.
Parágrafo único. A revisão de
tarifas do concessionário que tenha sido beneficiado com recursos orçamentários, na
forma dêste artigo, ficará condicionada à comprovação do procedimento contábil nêle
indicado.
Art 162. O plano de aplicação de
crédito orçamentário deverá definir e localizar a obra; conceituar sua finalidade e
conter apreciação sôbre seu estado atual, custo total previsto, recursos já empregados
e sua origem, recursos a empregar e fontes de financiamento previstas, orçamento
detalhado da parte a executar com o crédito considerado; e indicar o prazo de término,
além de outros elementos que forem julgados necessários pelo Ministério das Minas e
Energia.
Art 163. O Departamento Nacional de
Águas e Energia (DNAE) somente examinará os planos de aplicação das dotações
orçamentárias, consignadas ao Ministérios das Minas e Energia, para energia elétrica,
após prova feita, pelo Estado-membro, Distrito Federal ou concessionário de serviços
públicos de energia elétrica, de estar em dia com o recolhimento do impôsto único e do
empréstimo compulsório em favor da ELETROBRÁS, bem como o pagamento das faturas de
compra de energia elétrica.
Parágrafo único. A prova de que
trata êste artigo será obtida pelos interessados, pela forma indicada no § 3º do art.
115 dêste Regulamento.
Em 7 de janeiro de 1966.
MAURO TRIBAU
Ministro das Minas e Energia
Octávio Gouveia de Bulhões
Ministro da Fazenda
*